Certo. Ela era a única amiga dele aqui né,então...
Mas me cortou na hora essa ideia quando vi ele deitando a
cabeça no ombro dela, e depois, ela levantando-o, e o beijando. Mas beijando
mesmo.
Eles ficaram abraçados e eu peguei o primeiro taxi que
passou na minha frente. Não aguentaria mais 1 minuto ali, vendo aquela cena.
Ele devia estar o tempo inteiro com essa vagabunda e disse
aquilo só pra acabar comigo. É óbvio isso.
O táxi me deixou em um bom hotel que tinha –bem longe –do
bairro de Sebastian.
Não posso voltar pra ele.
E não posso voltar pro trabalho –NEM QUERO! –
Ok.
Que diabos eu vou fazer agora?
-
Tomei um bom banho e acabei adormecendo. Estava frio e a
cama não ficava quente, mesmo com tantos cobertores que eu pedi pra que a
recepção do hotel trouxesse pra mim. Porque talvez, meu coração estava frio. E
completamente em pedaços.
Mas em compensação a tudo isso que estava acontecendo, eu
sonhei com meu pai. Foi um dos sonhos mais lindo de minha vida.
Ele me abraçava, dizia que estava morrendo de saudades e
me perguntava ´´você quer ele?´´.
Eu respondia, chorando, (céus, como eu chorava!) ´´quero
pai. Mais do que tudo nessa vida ´´.
E antes que eu acordasse, ele respondia ´´Então eu o
trarei pra você. Mas você corre perigo, Ariel.´´
E então, eu acordei. Mais confusa ainda do que quando eu
havia ido dormir.
Perigo? Que diabos meu pai estava falando? Ou eu que
estava ficando louca?
Oh céus.
Tomei um banho, troquei de roupa e desci pra tomar café.
Enquanto tomava, li o jornal, e minha vontade foi de queimar o escritório de
Tom. Com ele dentro.
Havia uma notícia com uma foto minha e dele juntos –na
Starbucks que Sebastian estava com Emily ontem –E como titulo bem grande
´´Casal do ano! A outonostalgico e o grande jornalista de Londres.
Mas ein?´´
Casal? Que diabos ele falara pra imprensa?
Mas isso não ficaria dessa forma.
Terminei de tomar café e fui pro escritório. Mas não
precisei subir, porque quando cheguei, ele estava chegando também. Ótimo. Eu
arrumaria um escândalo ali mesmo.
-QUAL É O SEU PROBLEMA, TOM?
-Ariel? –Ele se virou rapidamente antes de entrar no
escritório e se aproximou de mim um pouco –O que houve?
-COMO ASSIM O QUE HOUVE? VOCÊ ESPALHA PRA MEIO MUNDO QUE
ESTAMOS JUNTOS E ACHA QUE EU VOU SENTAR E BATER PALMA? AH NÃO, VOCE DEVE ACHAR
QUE EU VOU ESCREVER UM CONTO DE AMOR SOBRE ´´O CASAL DO ANO´´? SEU NOJENTO
–Joguei nele a folha de jornal que tinha nossa foto e ele pegou olhando-a.
-Você está entendendo errado, Ariel. Eu não contei a
ninguém nada e muito menos a imprensa..
-AINDA BEM, PORQUE NÓS NÃO TEMOS NADA! NADA! VOCE PODE ME
OUVIR? EU NÃO TENHO NADA COM VOCE, TOM!
-Ariel, vamos entrar por favor e a gente conversa melhor..
–Ele se aproximou segurando meu braço
quando percebeu que muita gente estava em
volta olhando.
-EU NÃO VOU A LUGAR ALGUM! VOCE É UM DOENTE, SEU VELHO, NOJENTO!
–Eu gritei, me afastando com seu toque como se tivesse levado um choque. –FOI
COMO ME DISSERAM! VOCÊ NÃO PRESTA! ACHOU QUE EU FOSSE UMA NOVATA QUALQUER? SÓ
ENTRAR NA MINHA VIDA, DESTUIR TUDO QUE EU TINHA,E PRONTO? VOCE SAI COMO O
GOSTOSÃO DA HISTÓRIA? VOCE ESTÁ MUITO ENGANADO,SEU BABACA!
-Do que você está falando, garota? –Perguntou já bem
bravo.
-VOCE É REPUGNANTE. E NÃO FOI A IMPRENSA OU AS PESSOAS QUE
CRIARAM ESSA MÁ IMAGEM DE VOCE! VOCE MESMO CRIOU! Pegue meu currículo, e faça o
seguinte, eu não quero as minhas coisas que ainda estão na sala, não. Pode
jogar tudo fora. Queime. Eu nunca mais na minha vida quero ver seu rosto
novamente.
Dei as costas pra ele, mas que ódio.
Por que diabos eu tinha que começar a chorar, logo agora?
Peguei o primeiro táxi que vi passando e quando estava
prestes a entrar, quem que eu vejo do outro lado da rua?
Sebastian.
E Emily.
-


Nenhum comentário
Postar um comentário