Entreguei os textos à secretária de Tom, já que quando eu
havia terminado, ele ainda estava em reunião.
Despedi-me do pessoal, e mandei uma mensagem pedindo pra
que Sebastian me pegasse ali na porta mesmo.
Por cerca de 12h e pouca assim ele o fez.
Quando entrei no carro, ele se inclinou em minha direção e
eu fui na dele, beijando-o.
-Quer dizer então que minha menininha arrumou um emprego, é?
–Sebastian falou com sua testa colada na minha sorrindo e me dando um selinho
novamente.
-Quase! Tom deu uns temas pra que eu fizesse os artigos, e
eu os deixei com a secretária. Ela falou que a tarde ligaria pra saber se fui
aprovada pra coluna!
Na hora que toquei no nome de meu chefe percebi que
Sebastian se enrijeceu, e fiquei meio constrangida. Ele se afastou, ligou o
carro novamente e saiu dali.
-Ah, sim. –Ele só comentou isso.
-Como foi seu dia?
-Ahn..Foi bom –Deu de ombros. Mas Sebastian não
conseguiria esconder nada de mim.
E pior que ele sabia disso.
-Bom? O seu pessoal estava com saudade?
-Aham! Fizeram uma festa surpresa pra mim de boas vindas de volta, acredita? –A forma
que ele sorriu tão alegre foi tão satisfatória.
Meu corpo vibrou quando ele o fez.
-Que legal, amor!
-E então, quem vai cozinhar?
-Ahn, eu! –Ele gargalhou – O que? Eu sei cozinhar, ta!
-Sabe? Sabe meesmo?
-Sei sim, poxa. –Fiz biquinho e ele se aproximou, me
beijando quando parou o carro conforme o sinal vermelho. –Sebastian, posso te
fazer uma pergunta?
-Claro.
-O que você tem com Tom?
E novamente ele fechou a cara.
O sinal abriu, ele avançou com o carro e ficou um silencio
no ar. Resolvi não falar mais nada, odiava bancar a fofoqueira, mas sabe.. Ele
é meu quase-namorado, acho que estava
mais do que na hora de começar a se abrir comigo, nao é?
-Uma vez –Depois de um bom tempo Sebastian começou a
falar, e eu olhei pra ele atenta e ainda sem falar nada. –Foi a primeira vez
que eu saí com Emily. Você sabe, era aquela empolgação de universitário e tudo
mais.. Bom, nós fomos a uma boate aqui perto, e esse cara estava lá.
Completamente bêbado e desnorteado. Me afastei por uns minutos, e ele começou a
querer agarrar ela. –Sebastian suspirou, ainda focado no caminho. –Eu tinha ido
ao bar, pegar uma bebida, se não me engano quando vi..Daí voltei, e arrumei
maior briga com ele. Fomos expulsos da boate e nunca mais nos vimos desde
então.
-Hum.
-Ele é um jornalista famoso como percebe. Então, quando vi
seu rosto estampado no jornal uma vez, notei que ele fora o babaca que tentou
agarrar a garota que eu estava saindo.
Opa. Isso não era nada bom. Agora sim eu sabia que deveria
ficar longe de Tom.
-Sabe, eu conversei bastante com ele hoje a tarde.. Sei
lá. Ele não tem nada demais, mas é bem gentil.
-É. Quando não está bêbado.
-Você não pode falar muito sobre isso, não é Sebastian?
–Eu olhei pra ele séria, e ele apenas assentiu, olhando pela janela.
Ué, ele quer atirar pedra no caminho dos outros, sendo que
o carro é de vidro? Por favor, né. Vamos
ter bom-senso.
-Sobre o que vocês falaram? –Ele perguntou.
-Ahn.. A gente não bem conversou. Ele foi lendo minha
ficha, e falando tipo, que eu era de Boston, essas coisas, e eu concordando.
Mas Sebastian, o pessoal de lá é 10!
-Já se enturmou? –Sorriu e eu assenti –Será que eu conheço
alguém?
-Bom, tem o Gabe, o Gaybe melhor dizendo –Ele riu um pouco
–Ele é muito engraçado, adorei ele! A Anabelle que se disse minha fã, e ficou toda toda quando eu cheguei! Tem também
o Martin! São excelentes. Enquanto eu escrevia os artigos, eu quis ler um pouco
o jornal daqui pra ver como era a escrita deles sabe? –Assentiu –Adorei muito, mesmo.
-Fico feliz por você amor. –Sebastian parou o carro na
garagem do prédio. –E fique sabendo que eu sou extremamente ciumento, mas eu
confio demais em você.
Nós tiramos o cinto e nos beijamos novamente.
-Vamos, estou morrendo de fome. –Peguei minha bolsa e ele
logo saiu do carro também.
-


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