Em um movimento súbito, o vi esticar o braço pra mesa ao
lado da cama, abrir a gaveta e pegar um pacotinho. Pelo menos ele não era um
bêbado desavisado, não é.
Sebastian colocou o preservativo nele, e logo achamos uma
posição de conforto pra ambos.
Depois de muitos movimentos, dentre uns gemidos, ele se
jogou ao meu lado, ofegante.
-Caramba. Até bêbado você me cansa. Que poder é esse, hein?
Cobri a gente com a colcha, e me enrolei no lençol por
baixo me deitando em seu peito, e dizendo:
-Eu adoro estar com você, Sebastian. –Ele beijou minha
cabeça, fazendo-me levantar a mesma e olhei pra ele assim que o mesmo disse:
-Eu adoro mais ainda, Ariel. Eu não quero ficar longe de
você. –Sebastian passou o braço pela minha costela, e depositou sua mão em
minha cintura –Nunca.
-
Apesar d’eu ter ido dormir por cerca de 4h da manhã, Sebastian
me fez ir pra faculdade. Ele também fez questão de ficar me esperando ,já que
eu só iria fazer a prova e poderia ir embora logo depois.
Ele voltou comigo pra casa, e me ajudou a embalar bastante
coisa. Eu iria pra Londres, certo, mas não era nada definitivo. Sei lá, né.
Arrumei o essencial em 2 malas e deram só 4 caixas, com
uns livros e coisas que realmente não poderia deixar de levar. No final do dia,
fomos pra sua casa, e eu ajudei-o a guardar suas coisas também.
No final de semana, resolvemos aproveitar cada hora
enquanto em Boston, indo a pontos históricos e essas coisas. Foi algo especial
pra mim. Finalmente eu deixaria toda minha vida pra trás e começaria uma nova.
-
Domingo, Melissa ,(e até Rick!) foram no aeroporto se
despedir de mim, e notei que rolou um clima meio chato entre ele e Sebastian, mas
nada constrangedor ou que precisasse dopar 1 dos dois.
Chegamos em Londres na madrugada de Segunda –o vôo foi
direto, e bem rápido por sinal.-
-Bem vinda a Londres, madame.- Sebastian falou enquanto
descíamos do avião com seu sotaque
britânico bem puxado que me fez rir.
-1 semana em Boston e você já tinha perdido esse sotaque
nojento.
-Nojento?-Ele fez biquinho enquanto pegava nossas coisas
–Pensei que você gostava.
-Só de vez em quando.
Ajudei-o, e logo pedimos um táxi. Ele guiou o motorista
que era novato por ali.
-Eu adorei minha estadia em Boston, principalmente pela
guia maravilhosa que você foi pra mim. –
Ele deu um selinho demorado – Mas não
há nada melhor do que voltar pra casa.
-É, realmente.
-Mas se bem que posso dizer...Nossa casa.
A hora que Sebastian falou isso, cada parte do meu corpo
trepidou. Foi como um pedido de casamento pra mim, foi tão profundo que eu só
consegui sorrir, e assentir.
Nunca na minha vida, eu encontraria um cara tão romântico,
charmoso, e tão mas tão, gato quanto ele.
Cerca de uns 20 minutos depois, paramos na porta de seu
prédio, e o motorista do taxi nos ajudou com as coisas até a portaria de
dentro.
-Tchau, e bem vinda a Londres minha jovem! –O velhinho
disse a mim, sorrindo.
-Obrigada!
-Precisamos melhorar seu sotaque amor. –Eu ri da forma que
ele disse e ajudei-o a pegar as coisas.
-Nem vem com essa.
Subimos e eu fiquei completamente encantada com aquele
apartamento. Cara, não era um simples apartamento, era O apartamento.
Na sala, havia uma enorme estante de madeira que pegava
uma parte da cozinha, com muitos livros.
A cozinha, era mais perfeita ainda, com
aquele balcão no meio, e os armários branquinhos em cima
da pia.
Parecia uma casa de boneca (e era de dois andares, uou!)
-Ond..
-


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