O dia seguinte passou voando. Eu e Melissa fomos a
faculdade –infelizmente –e todo mundo percebeu minha cara de defunta de manhã, e
ficou perguntando se estava tudo bem. Obviamente, sorrir, assentir e dizer ´´só
estive gripada´´ foi a coisa mais fácil do mundo, mas doeu por dentro porque na
verdade ninguém se importa como você realmente sente.
Quando saí, eu juro que vi a moto de Sebastian parada do
outro lado da rua. E ele em cima dela, só que de óculos escuros. Juro! Mas
quando fui falar com Melissa, e olhei pra frente novamente, ´´a pessoa´´ na
mesma hora foi embora.
Ignorei essa ideia, eu já não conseguia parar de pensar nele
um minuto, e agora ficar alucinando? Não era nada bom.
Voltei pra casa, -acabei almoçando na rua, eu realmente
não queria esquentar com mexer em cozinha e etc –dei as coisas de Sebastian ao
porteiro e pedi pra que se ele aparecesse, entregasse ao mesmo.
Passei a tarde fazendo trabalhos atrasados, e deveres da
faculdade. Com essa transferência, eu devia estar em dia, né.
Meu celular deu um toque e parou.
Quando peguei, numero restrito.
Droga.
Quem é o idiota agora que queria brincar comigo?
Como era restrito, eu não poderia ligar de volta, então
fiquei atenta pra da próxima vez que tocasse, eu atendesse.
Mas é claro que não ligaram de novo.
Acabei desistindo e fui tomar um banho. Já estava escurecendo
e fiquei vendo TV, afinal, amanhã era finalmente sexta-feira e eu podia sair
cedo já que era só fazer prova e ir embora (ainda bem!).
Apaguei completamente
no sofá da sala, e acordei com meu celular tocando. De novo.
-Oi. –Atendi bem mal humorada, e olhei pro relógio ao lado
da TV.
Eram 3 da manhã, cara. Que doente me ligaria essa hora?
-Ariel.. –Eu ouvi uma voz completamente embriagada do
outro lado da linha.
-Quem é? –Acabei perguntando. Conforme atendi logo pra que
o barulho infernal parasse, nem vi no
visor quem era.
-Você já excluiu meu numero, não é?
Espera.
Era Sebastian.
Aimeudeus.
-S.. Sebastian? –Perguntei com cautela. É óbvio que era
ele. Quem mais me ligaria bêbado a essa hora?
-Não. É o Justin Bieber querendo gravar uma nova melodia
com você, topa? –Ele gargalhou, estava completamente fora de si.
-O que você quer?
-Eu quero você, Ariel. Doeu cada hora, minuto e segundo
que fiquei longe de você. E eu precisei encher a cara o suficiente pra tomar
coragem, e finalmente te ligar. E olha, se eu te falar alguma merda, foda-se, pelo
menos estarei sendo sincero com o efeito do álcool. Eu.. Eu estou completamente
apaixonado por você. Se você não for pra Londres comigo, eu arranjo um emprego
aqui, eu.. Eu dou um jeito –Ele começou a chorar. Chorar, chorar mesmo. –Por
favor, só não me deixa Ariel..
Ouvi um tremendo barulho que me assustou, do outro lado da
linha.
-Sebastian? Meu Deus, você está bem?
-
-Caraca, eu não vi a lata de lixo. –Ele riu, e começou a
chorar outra vez. Meu Deus, ele estava completamente descontrolado. –Deixa eu
te encontrar?
-A gente precisa conversar e..
-Sim, sim, a gente conversa, eu to indo pra aí agora.
-NÃO, NÃO. SÃO 3 DA MANHÃ! –Levantei-me e parei pra pensar
um pouco. –Jesus.. Onde você está agora, Sebastian?
-Estou.. –Ouvi que ele parou de andar. –Deus, eu não sei
onde estou.
-Ah, era só o que me faltava. Onde você estava, antes de
começar a andar?
-Em um bar, aqui perto de casa.
-E qual ponto de referencia você tem, alguma loja, sei lá,
me diz qualquer coisa.
-Tem uns mendigos aqui numa viela me olhando como se eu
fosse um role a parmegiana. Estou
assustado, cara. –Minha vontade foi de rir. Sério. –Bom, tem uma loja da
Forever 21 aqui, e do outro lado, uma Starbucks.
Ele estava na street Wallace
storch, com certeza.
-Arruma um bar, um restaurante, qualquer lugar bem frequentado
que seja ai, MAS AÍ, ok? Estou
indo pra aí.
e-Como se..


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