Capítulo 40 - eu quero você

quarta-feira, 21 de novembro de 2018


O dia seguinte passou voando. Eu e Melissa fomos a faculdade –infelizmente –e todo mundo percebeu minha cara de defunta de manhã, e ficou perguntando se estava tudo bem. Obviamente, sorrir, assentir e dizer ´´só estive gripada´´ foi a coisa mais fácil do mundo, mas doeu por dentro porque na verdade ninguém se importa como você realmente sente.

Quando saí, eu juro que vi a moto de Sebastian parada do outro lado da rua. E ele em cima dela, só que de óculos escuros. Juro! Mas quando fui falar com Melissa, e olhei pra frente novamente, ´´a pessoa´´ na mesma hora foi embora.

Ignorei essa ideia, eu já não conseguia parar de pensar nele um minuto, e agora ficar alucinando? Não era nada bom.

Voltei pra casa, -acabei almoçando na rua, eu realmente não queria esquentar com mexer em cozinha e etc –dei as coisas de Sebastian ao porteiro e pedi pra que se ele aparecesse, entregasse ao mesmo.

Passei a tarde fazendo trabalhos atrasados, e deveres da faculdade. Com essa transferência, eu devia estar em dia, né.

Meu celular deu um toque e parou.

Quando peguei, numero restrito.

Droga.

Quem é o idiota agora que queria brincar comigo?

Como era restrito, eu não poderia ligar de volta, então fiquei atenta pra da próxima vez que tocasse, eu atendesse.

Mas é claro que não ligaram de novo.

Acabei desistindo e fui tomar um banho. Já estava escurecendo e fiquei vendo TV, afinal, amanhã era finalmente sexta-feira e eu podia sair cedo já que era só fazer prova e ir embora (ainda bem!). 

Apaguei completamente no sofá da sala, e acordei com meu celular tocando. De novo.

-Oi. –Atendi bem mal humorada, e olhei pro relógio ao lado da TV.

Eram 3 da manhã, cara. Que doente me ligaria essa hora?

-Ariel.. –Eu ouvi uma voz completamente embriagada do outro lado da linha.

-Quem é? –Acabei perguntando. Conforme atendi logo pra que o barulho infernal parasse, nem vi no 
visor quem era.

-Você já excluiu meu numero, não é?

Espera.

Era Sebastian.

Aimeudeus.

-S.. Sebastian? –Perguntei com cautela. É óbvio que era ele. Quem mais me ligaria bêbado a essa hora?

-Não. É o Justin Bieber querendo gravar uma nova melodia com você, topa? –Ele gargalhou, estava completamente fora de si.

-O que você quer?

-Eu quero você, Ariel. Doeu cada hora, minuto e segundo que fiquei longe de você. E eu precisei encher a cara o suficiente pra tomar coragem, e finalmente te ligar. E olha, se eu te falar alguma merda, foda-se, pelo menos estarei sendo sincero com o efeito do álcool. Eu.. Eu estou completamente apaixonado por você. Se você não for pra Londres comigo, eu arranjo um emprego aqui, eu.. Eu dou um jeito –Ele começou a chorar. Chorar, chorar mesmo. –Por favor, só não me deixa Ariel..

Ouvi um tremendo barulho que me assustou, do outro lado da linha.

-Sebastian? Meu Deus, você está bem?

-

-Caraca, eu não vi a lata de lixo. –Ele riu, e começou a chorar outra vez. Meu Deus, ele estava completamente descontrolado. –Deixa eu te encontrar?

-A gente precisa conversar e..

-Sim, sim, a gente conversa, eu to indo pra aí agora.

-NÃO, NÃO. SÃO 3 DA MANHÃ! –Levantei-me e parei pra pensar um pouco. –Jesus.. Onde você está agora, Sebastian?

-Estou.. –Ouvi que ele parou de andar. –Deus, eu não sei onde estou.

-Ah, era só o que me faltava. Onde você estava, antes de começar a andar?

-Em um bar, aqui perto de casa.

-E qual ponto de referencia você tem, alguma loja, sei lá, me diz qualquer coisa.

-Tem uns mendigos aqui numa viela me olhando como se eu fosse um role a parmegiana. Estou 
assustado, cara. –Minha vontade foi de rir. Sério. –Bom, tem uma loja da Forever 21 aqui, e do outro lado, uma Starbucks.

Ele estava na street Wallace storch, com certeza.

-Arruma um bar, um restaurante, qualquer lugar bem frequentado que seja ai, MAS AÍ, ok? Estou 
indo pra aí.

e-Como se..

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