Capítulo 22- não vai me apresentar?

segunda-feira, 20 de agosto de 2018


-Pânico vai ser quando nós estivermos sozinhos entre 4 paredes –Eu gargalhei –Estou falando sério, anjinha. –Ele riu, entrando no elevador comigo. –Não vou aliviar por você ser mais nova não, cara.

-E quem disse que por eu ser mais nova.. ?-Pigarreei –Você não me conhece, querido. Não me conhece, ok.

-Eu adoraria, sabia? –Sebastian me deu um beijinho no pescoço antes do elevador abrir e nós sairmos.

Chegamos (graças a Deus, nem tão cedo!) na festa e encontramos logo a coelhinha da Playboy, Melissa.

-Casal 10, ein?-Ela disse nos cumprimentando –Que é isso? Mascarado? –Sebastian assentiu

-Alguém entende das coisas. –Ele disse rindo.

-Pois é! Amiga, o Scott está um gato! –Mel cochichou em meu ouvido, era um menino de nossa sala.

E uau, ele estava mesmo. Aquela roupa de super-herói tinha realçado ele.

Ou melhor, seus músculos. Bem definidos.

-Também achei. Mas estou acompanhada. –Prendi meu braço em Sebastian que logo deu um sorriso lindo pra mim. –Vou apresentá-lo a um pessoal.

-OK, vou beber algo.

-Me apresentar a quem, cara? –Sebastian perguntou, nervoso, enquanto eu guiava ele pra um grupinho de rapazes que tinha mais pro jardim.

-Só a um pessoal gente boa.

Cheguei perto dos meninos e eles logo pararam de falar e abriram a rodinha pra prestar atenção em mim.

-Oi gente, esse é o Sebastian –Sebastian foi cumprimentando eles –Está aqui há pouco tempo, fazendo publicidade.

-Jura? Meu irmão faz aqui também. Tu é de onde,c ara? –Josh, um dos meninos que estava na roda perguntou

-Londres. Vim a pouco tempo, por causa de uma oferta de emprego. –Sebastian comentou e logo depois, cochichou em meu ouvido –Acho que consigo me virar.

-Consegue?

-Consigo. –Ele sorriu, dando um demorado beijo em minha bochecha. –Só não suma de minha vista, ok?

-Pode deixar. Vou no bar beber algo.

-Não exagera, Ariel.

-EI, RELAXA, OK. Gente por favor, distraiam esse garoto. –Os meninos riram e eu logo sai de perto.
Mas antes de ir em direção ao bar, logo quem travou meu caminho?

Rick, é claro.

Ele estava de hippie; sem camisa, com uns colares pendurados e uma calça bem fina com uns desenhos meio loucos e aquela faixa estranha na cabeça. E mesmo assim ele estava lindo.

E estupidamente gostoso.

-Não vai me apresentar ao seu companheiro? –Ele disse rindo, sarcástico, e me olhando de cima a baixo.

-Vai lá falar com ele. –Fui passar por ele, mas o idiota segurou meu braço, sussurrando em meu ouvido

–Falo também sobre como você beija maravilhosamente bem?

-Acho que não, porque já que foram muitas que você já ficou, metade da cidade já sabe. –Dei de ombros, sorrindo –E olha que ele nem é daqui, ein?

Me desvencilhei de seu braço e fui ao bar. Pedi logo um copo de vodca e virei.

Essa noite eu iria desligar. As emoções, os sentimentos, as tristezas, eu iria fingir que era... ninguém.

Apenas ninguém.


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