-Pânico vai ser quando nós estivermos sozinhos entre 4
paredes –Eu gargalhei –Estou falando sério, anjinha. –Ele riu, entrando no
elevador comigo. –Não vou aliviar por você ser mais nova não, cara.
-E quem disse que por eu ser mais nova.. ?-Pigarreei –Você
não me conhece, querido. Não me conhece, ok.
-Eu adoraria, sabia? –Sebastian me deu um beijinho no
pescoço antes do elevador abrir e nós sairmos.
Chegamos (graças a Deus, nem tão cedo!) na festa e encontramos
logo a coelhinha da Playboy, Melissa.
-Casal 10, ein?-Ela disse nos cumprimentando –Que é isso?
Mascarado? –Sebastian assentiu
-Alguém entende das coisas. –Ele disse rindo.
-Pois é! Amiga, o Scott está um gato! –Mel cochichou em
meu ouvido, era um menino de nossa sala.
E uau, ele estava mesmo. Aquela roupa de super-herói tinha
realçado ele.
Ou melhor, seus músculos. Bem definidos.
-Também achei. Mas estou acompanhada. –Prendi meu braço em
Sebastian que logo deu um sorriso lindo pra mim. –Vou apresentá-lo a um
pessoal.
-OK, vou beber algo.
-Me apresentar a quem, cara? –Sebastian perguntou, nervoso,
enquanto eu guiava ele pra um grupinho de rapazes que tinha mais pro jardim.
-Só a um pessoal gente boa.
Cheguei perto dos meninos e eles logo pararam de falar e
abriram a rodinha pra prestar atenção em mim.
-Oi gente, esse é o Sebastian –Sebastian foi
cumprimentando eles –Está aqui há pouco tempo, fazendo publicidade.
-Jura? Meu irmão faz aqui também. Tu é de onde,c ara?
–Josh, um dos meninos que estava na roda perguntou
-Londres. Vim a pouco tempo, por causa de uma oferta de emprego.
–Sebastian comentou e logo depois, cochichou em meu ouvido –Acho que consigo me
virar.
-Consegue?
-Consigo. –Ele sorriu, dando um demorado beijo em minha
bochecha. –Só não suma de minha vista, ok?
-Pode deixar. Vou no bar beber algo.
-Não exagera, Ariel.
-EI, RELAXA, OK. Gente por favor, distraiam esse garoto.
–Os meninos riram e eu logo sai de perto.
Mas antes de ir em direção ao bar, logo quem travou meu
caminho?
Rick, é claro.
Ele estava de hippie; sem camisa, com uns colares
pendurados e uma calça bem fina com uns desenhos meio loucos e aquela faixa
estranha na cabeça. E mesmo assim ele estava lindo.
E estupidamente gostoso.
-Não vai me apresentar ao seu companheiro? –Ele disse
rindo, sarcástico, e me olhando de cima a baixo.
-Vai lá falar com ele. –Fui passar por ele, mas o idiota
segurou meu braço, sussurrando em meu ouvido
–Falo também sobre como você beija maravilhosamente bem?
-Acho que não, porque já que foram muitas que você já
ficou, metade da cidade já sabe. –Dei de ombros, sorrindo –E olha que ele nem é
daqui, ein?
Me desvencilhei de seu braço e fui ao bar. Pedi logo um
copo de vodca e virei.
Essa noite eu iria desligar. As emoções, os sentimentos, as
tristezas, eu iria fingir que era... ninguém.
Apenas ninguém.
-


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