Eu primeiramente (e
obviamente) fiquei sem reação.
Eu apenas respondi o
beijo, mas não.. correspondi. Logo após, eu me dei conta do que estava
acontecendo. E minha bolsa foi deslizando por meu braço, até cair no chão, e
meus braços ficarem livres, alcançando logo a nuca de Sebastian. Meus dedos
acariciavam a mesma e bagunçavam seu cabelo, enquanto as mãos dele me puxavam e
ajeitava nosso corpo um ao outro.
Eu sentia aquele cheiro
maravilhoso de seu perfume, seu toque, seu beijo (não tinha nem o que dizer, de
tão indescritível!).
Depois de um longo –e
bom –tempo, Sebastian se afastou aos poucos e colocou suas mãos ao redor de meu
rosto, me dando um demorado selinho.
-Eu to com medo.
-Eu também estou. –Falei
num sussurro, assim que ele disse, ainda com as mãos em mim.
-Posso subir? A gente
precisa conversar.
-Deve.
Abri o portão, e logo
subimos de uma vez. Deixei as chaves na mesa com a bolsa, e sentamos na sala.
-Ariel.. –Eu tirei meu
casaco e o tênis, colocando em um canto enquanto Sebastian começava a falar.
–Você sabe que a gente é só amigo, não sabe?
-Sim, claro.
Que idiota, ele acaba de
me beijar e diz isso?
-Tanto eu, quanto você,
saímos de dois relacionamentos bem.. complicados, vamos dizer assim. –
Assenti, suspirando
e sabendo que ouviria uma bíblia agora. –Mas eu não vou negar que estou
sentindo algo por você. Eu não sei se é a forma que você sorri, ou a forma que
me faz feliz que me deixa melhor. Sabe, não tem nem uma semana que a gente ta
saindo, e ainda to me perguntando como é possível em tão pouco tempo você ter
feito e mexido tanto assim comigo. Eu.. Eu queria te falar pra a gente ir
devagar.
-Ir devagar? –Franzi o
cenho. Esse Sebastian ia me deixar louca agora.
Esse se levantou (estava
sentado no outro sofá), e se sentou ao meu lado. Pegou nas minhas mãos, beijou
uma delas, e continuou:
-Ir devagar, deixar
rolar, como deixamos até agora. Foi fluindo, fluindo tão bem que hoje to aqui, te
pedindo uma chance.
-Uma chance?
Meu deus, estou me sentindo
aquelas tradutoras de filme que fica repetindo tudo o que o personagem
fala.
-Uma chance de te provar
que você ainda pode ser feliz com um cara. E que sou eu quem vai te fazer feliz
como você merece.
Fiquei olhando pra
Sebastian, e apenas sorri. Olhei pra ele, fitei o chão, olhei pra tudo. Mas eu
não achava palavras pra definir o que estava sentindo. Foi fluindo foi, mas foi
tudo muito rápido.
Mas eu tinha certeza que
queria ficar com ele.
-Você não precisa de uma
chance, Sebastian. Você já teve desde o primeiro momento que me mostrou que
soube como é ter um coração partido.
Sebastian sorriu, e por
deuses, eu faria qualquer coisa no mundo pra que aquele sorriso nunca saísse de
seu rosto. Ele me beijou e foi se deitando sobre mim.
-
Sebastian foi embora
tarde, já que não poderia faltar o trabalho logo no último dia da semana.
Tomei meu banho, arrumei
as coisas pro dia seguinte e antes de dormir, liguei pra Melissa:
-Oi, riel! –Ela atendeu
logo
-E aí? Como está tudo
ai?
-Tudo ótimo..Ai, pelo
visto, também, não é?
-Com certeza. –Dei uma
risada –Sebastian pediu uma chance pra mim, amiga!
-Meu Deus, jura? E o que
você disse? Sim, né? Sim, NE?
-SIM, SIM! –Rimos –Claro
que sim..
-E como você se sente
sobre isso?
-Bem. Sabe, eu não sinto
algo forte, forte, por ele. Mas a gente ta indo devagar, sabe? Sei lá cara..
Está
algo tão gostoso!
-É bom assim, amiga. Dá
tempo de você conhecê-lo melhor, apesar de nesses poucos dias já ter conhecido
bastante aposto!
-Com certeza. Mas amiga,
eu só liguei pra perguntar uma coisa, você vai de que nessa festa?
-Coelhinha!
-Ui, que sedutora!
–Rimos –E já pegou sua fantasia?
-Amiga, pra te falar.. As
meninas me indicaram uma loja que tem na esquina da rua da facul! Lá não
está
caro, e as fantasias estão muito boas.. Já tem uma ideia do que vai?
-Hum, surpresa! Mas mel,
Sebastian vai comigo, ok?
-Melhor ainda! –Ela
disse empolgada –Não iria querer ver você lá, parada, olhando Rick e aquela
nojenta! Tem é que ir com ele mesmo, beijar muito, beber muito e se divertir!
-É, sem exageros, Mel.
–Rimos –OK babe, vou indo dormir! Até amanha, amiga.
-Até, riel!
Desliguei, coloquei o
celular embaixo do travesseiro –eu ainda precisava acordar cedo amanha! –e
apaguei completamente.
-


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