Capítulo 7 - as escolhas que fazemos dizem muito sobre nós mesmos

segunda-feira, 23 de julho de 2018

-Posso falar com você 1 minuto? Por favor? –Melissa me olhou de soslaio já que ela já estava perto da porta me esperando.

-O que foi, Rick? –Fiz sinal de 1 minuto pra Melissa e joguei minha bolsa no ombro.

-Certo. Certo.. Vem cá. Por favor.

Rick me guiou até a quadra da faculdade, onde a maioria dos alunos já haviam ido embora.

-Não vou me explicar por que sei que você não quer ouvir. E nem pedir desculpas porque sei que você não vai me perdoar. Só vim lhe dizer que eu reservei um jantar no The Chantell’s hoje a noite, pra nós dois. –Franzi o cenho.

Esse garoto é retardado?

Ou idiota por natureza?

-Eu quero conversar com você, apenas conversar.

-Rick, eu tenho... –Ele não me deixou falar e logo segurou em meu rosto, apenas segurou e fitando dentro de meus olhos continuou:

-Eu realmente preciso conversar com você, Ariel. Nunca falei tão sério na minha vida. Apenas acredite em mim, e conf... –Bufei, confiar nele? Ele está realmente brincando, não é? –Eu preciso da sua ajuda.

Foi quando eu vi Rick quase chorando na minha frente.

Algo estava errado. Estava acontecendo alguma coisa.

E.. Papai quando faleceu, ele foi o primeiro a me ajudar. Se estou vendo que ele está dessa forma, não vou virar as costas pra ele.

Não faria isso com ninguém. Nunca.

-Tudo bem.

-Eu te pego ás 18h.Não se preocupe, não vou tomar seu tempo. –E deu as costas, apenas assentindo.

E eu fiquei paralisada. Sem saber o que falar ou com quem falar.

-Ariel? O que ele disse? Você está bem? –Melissa veio correndo em minha direção.

-Ele pediu um jantar. Aconteceu alguma coisa, Melissa. –Suspirei, saindo junto com ela. –Eu preciso ir pra casa e resolver umas coisas com Sebastian.

Eu decepcionaria ele, sabia disso.

-Tudo bem, sei que não quer falar sobre, mas.. Me liga, ta? Vai dar tudo certo. Faça o que tiver de fazer.

Cheguei em casa, ainda embocada com aquilo e tomei um susto quando vi minha irmã na sala.

-Katy? O que faz aqui? –Perguntei colocando minha bolsa em cima da mesa e indo abraçá-la.

-Estava entediada em casa, e vim passar um tempinho com você, só. E veja só o que a princesa ganhou....

Katy esticou uma caixa pra que eu pegasse, e franzi o cenho, logo abrindo-a.

Havia um vestido vermelho, maravilhoso. Fino e bem delicado.

E um bilhete escrito:

´´Eu chamei você pra sair, e pra uma festa que aposto que você não iria por vontade própria, então...Acho que mais do que necessário eu lhe dar um presente pra esta noite, não é? Achei que cairia perfeitamente em você.

Com amor, e completamente sóbrio (ainda),S.´´

Ai meu Deus do céu. Ele comprou um vestido apenas pra eu ir esta noite.

O que eu vou fazer?

Sair com meu antigo amor que está com sérios problemas e precisando de minha ajuda, ou com meu novo (e tão sonhado!) amigo, que ultimamente é o que tem me ajudado muito, por sinal?

-Quem é, ein? Novo namoradinho? –Katy se debruçou no sofá ao meu lado querendo ver o bilhete.

-Não, ahn.. é só de uma amiga!


Levantei-me pegando a caixa e indo pro meu quarto.

-Faz um almoço hoje pra mim, Katy? Eu estou faminta e tenho umas coisas pra resolver ainda..

-Claro.

Tomei um bom banho e fiquei o tempo inteiro pensando o que fazer.

Eu tinha que ligar pra Sebastian.

Coloquei uma roupa leve, peguei meu celular e tentei ligar pra ele.

E tentei. 1,2,3,4 vezes.

E nada.

Ele não atendia. Chamava, chamava e nada.

Deixei 2 ou 3 recados em sua caixa postal. Meu coração quase que explodia de tão nervosa que eu 
estava.

-O almoço está pronto, pequena. Vem logo pra não esfriar. –Minha irmã entrou no quarto e vendo como eu estava desesperada, se aproximou dizendo –O que houve, Ariel?

-Eu estou desesperada, Katy.

-Me conta, me conta. –Ela me abraçou e logo depois se sentou na cama, de frente a mim.

-O que você faria se tivesse que escolher entre uma antiga conquista que quebrou seu coração a ajudar, ou um novo menino que mexe com você indescritivelmente?

-Uau. –Katy franziu o cenho –Você me pegou, Ariel. Eu sei que é inútil dizer isso, mas o que seu 
coração está falando pra você fazer?

-Pra eu apenas não seguir meu cérebro como foi da ultima vez que eu me ferrei com a antiga conquista.

-E seu cérebro?

-Pra eu não seguir meu coração, como foi da ultima vez que me apaixonei pelo cara errado.
Nós duas começamos a rir.

A situação estava crítica mesmo.

-Sabe do que você precisa? –Ela perguntou se levantando e estendendo a mão, me fazendo levantar também.

-De uma boa taça de vinho.

-E dos melhores.

Nada que um bom e doce vinho resolvesse, ou curasse. De última hora ou não, o certo a fazer, eu faria.


E mesmo que não parecesse certo, faria também. Aliás, nada podia ficar pior do que já estava. 

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