-Posso falar com você 1
minuto? Por favor? –Melissa me olhou de soslaio já que ela já estava perto da
porta me esperando.
-O que foi, Rick? –Fiz
sinal de 1 minuto pra Melissa e joguei minha bolsa no ombro.
-Certo. Certo.. Vem cá.
Por favor.
Rick me guiou até a
quadra da faculdade, onde a maioria dos alunos já haviam ido embora.
-Não vou me explicar por
que sei que você não quer ouvir. E nem pedir desculpas porque sei que você não
vai me perdoar. Só vim lhe dizer que eu reservei um jantar no The Chantell’s
hoje a noite, pra nós dois. –Franzi o cenho.
Esse garoto é retardado?
Ou idiota por natureza?
-Eu quero conversar com
você, apenas conversar.
-Rick, eu tenho... –Ele
não me deixou falar e logo segurou em meu rosto, apenas segurou e fitando
dentro de meus olhos continuou:
-Eu realmente preciso
conversar com você, Ariel. Nunca falei tão sério na minha vida. Apenas acredite
em mim, e conf... –Bufei, confiar nele? Ele está realmente brincando, não é?
–Eu preciso da sua ajuda.
Foi quando eu vi Rick
quase chorando na minha frente.
Algo estava errado.
Estava acontecendo alguma coisa.
E.. Papai quando
faleceu, ele foi o primeiro a me ajudar. Se estou vendo que ele está dessa
forma, não vou virar as costas pra ele.
Não faria isso com
ninguém. Nunca.
-Tudo bem.
-Eu te pego ás 18h.Não
se preocupe, não vou tomar seu tempo. –E deu as costas, apenas assentindo.
E eu fiquei paralisada.
Sem saber o que falar ou com quem falar.
-Ariel? O que ele disse?
Você está bem? –Melissa veio correndo em minha direção.
-Ele pediu um jantar.
Aconteceu alguma coisa, Melissa. –Suspirei, saindo junto com ela. –Eu preciso
ir pra casa e resolver umas coisas com Sebastian.
Eu decepcionaria ele, sabia
disso.
-Tudo bem, sei que não
quer falar sobre, mas.. Me liga, ta? Vai dar tudo certo. Faça o que tiver de
fazer.
Cheguei em casa, ainda
embocada com aquilo e tomei um susto quando vi minha irmã na sala.
-Katy? O que faz aqui?
–Perguntei colocando minha bolsa em cima da mesa e indo abraçá-la.
-Estava entediada em
casa, e vim passar um tempinho com você, só. E veja só o que a princesa
ganhou....
Katy esticou uma caixa
pra que eu pegasse, e franzi o cenho, logo abrindo-a.
Havia um vestido
vermelho, maravilhoso. Fino e bem delicado.
E um bilhete escrito:
´´Eu chamei você pra
sair, e pra uma festa que aposto que você não iria por vontade própria, então...Acho
que mais do que necessário eu lhe dar um presente pra esta noite, não é? Achei
que cairia perfeitamente em você.
Com amor, e completamente sóbrio (ainda),S.´´
Ai meu Deus do céu. Ele
comprou um vestido apenas pra eu ir esta noite.
O que eu vou fazer?
Sair com meu antigo amor
que está com sérios problemas e precisando de minha ajuda, ou com meu novo (e
tão sonhado!) amigo, que ultimamente é o que tem me ajudado muito, por sinal?
-Quem é, ein? Novo
namoradinho? –Katy se debruçou no sofá ao meu lado querendo ver o bilhete.
-Não, ahn.. é só de uma
amiga!
Levantei-me pegando a
caixa e indo pro meu quarto.
-Faz um almoço hoje pra
mim, Katy? Eu estou faminta e tenho umas coisas pra resolver ainda..
-Claro.
Tomei um bom banho e
fiquei o tempo inteiro pensando o que fazer.
Eu tinha que ligar pra
Sebastian.
Coloquei uma roupa leve,
peguei meu celular e tentei ligar pra ele.
E tentei. 1,2,3,4 vezes.
E nada.
Ele não atendia. Chamava,
chamava e nada.
Deixei 2 ou 3 recados em
sua caixa postal. Meu coração quase que explodia de tão nervosa que eu
estava.
-O almoço está pronto, pequena.
Vem logo pra não esfriar. –Minha irmã entrou no quarto e vendo como eu estava
desesperada, se aproximou dizendo –O que houve, Ariel?
-Eu estou desesperada, Katy.
-Me conta, me conta.
–Ela me abraçou e logo depois se sentou na cama, de frente a mim.
-O que você faria se
tivesse que escolher entre uma antiga conquista que quebrou seu coração a
ajudar, ou um novo menino que mexe com você indescritivelmente?
-Uau. –Katy franziu o
cenho –Você me pegou, Ariel. Eu sei que é inútil dizer isso, mas o que seu
coração está falando pra você fazer?
-Pra eu apenas não
seguir meu cérebro como foi da ultima vez que eu me ferrei com a antiga
conquista.
-E seu cérebro?
-Pra eu não seguir meu
coração, como foi da ultima vez que me apaixonei pelo cara errado.
Nós duas começamos a
rir.
A situação estava
crítica mesmo.
-Sabe do que você
precisa? –Ela perguntou se levantando e estendendo a mão, me fazendo levantar
também.
-De uma boa taça de
vinho.
-E dos melhores.
Nada que um bom e doce vinho
resolvesse, ou curasse. De última hora ou não, o certo a fazer, eu faria.
E mesmo que não
parecesse certo, faria também. Aliás, nada podia ficar pior do que já estava.
-


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