Capítulo 3 - conversa e almoço!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Liguei rapidamente pra minha irmã (ela acordava cedo pra ir trabalhar mesmo!) e avisei que hoje a tarde ligaria pro buffet sem falta. E deixei uma mensagem pra Sebastian:

´´Uau, eu apaguei completamente! Só acordei agora, hahaha. Tenha um bom dia ;)´´

E fui logo pra faculdade.

-Oi amiga. –Melissa me abraçou e eu sussurrei um ´´bom dia´´ -Eu te mandei uma mensagem ontem a tarde e fiquei preocupada! Você não respondeu nem nada..

-É, eu só quis ficar um pouco sozinha, Mel. Mas estou bem.

Olhei de soslaio pra perto do portão e vi Marry e o Rick abraçados.

-Pelo visto o casal 20 também, não é? –Indiquei com a cabeça e logo Melissa olhou pra trás vendo, e apenas assentindo. –Quer saber? Pra mim tanto faz. O que quer que eu tenha tido com ele, acabou. É isso.

-Eu também acho, Ariel. Aliás, tenho certeza, mas né..  –O sinal tocou

-Bom, vamos logo.

As primeiras aulas foram apenas uma entrevista sobre empregos, o professor falava sobre jornalistas famosos e essas coisas. Essa aula até me rendeu um bom texto sobre relacionamento mal terminado.
Foi quando me lembrei de Sebastian e peguei meu celular.

´´De bom já não começou nada. Acordei atrasado e agora que cheguei no escritório, vi que meus parceiros faltaram, vou almoçar sozinho hoje.´´

-Quem é, ein? –Melissa se inclinou na carteira ao lado, vendo eu teclar no celular.

-Um amigo.

-Hmmm – Ela sorriu e eu sorri pra ela, apenas negando. –Sei.

-Para, ok?

Respondi logo ele:

´´Uau, você não anda dando sorte não é? Ok, eu vou ser seu amuleto então. Almoça comigo? Tenho um trabalho pra fazer.. e bem, de qualquer forma, ficaria sozinha.´´

Logo depois ele respondeu:

´´Caramba, jura? Tudo bem.. Certo. Certo. ´´

E mandou logo em seguida:

´´Está falando sério mesmo?´´

´´Claro ué, hahahaha. Eu saio 12h,pode vir me buscar nesse horário?´´ -Respondi.

´´Sim, sem problema algum ;) te pego 12h. ´´

Guardei o celular porque eu realmente não queria ser chamada atenção pelo professor (e muito menos que ele tomasse meu aparelho) e rapidinho a hora passou.

-Você vai fazer aquele trabalho de Artes sozinha, riel? –Melissa disse manhosa.

-Aw, vou. Mas eu faço com você. Só que hoje vou almoçar com meu amigo..

-Que amigo é esse, ein garota? –Ela perguntou maliciosa assim que saíamos no portão.

-Falando nele, olhe ele ali.

Sebastian me esperava (ele tinha que estar de moto?),encostado na moto, com um capacete na mão e de óculos escuros.

Estava tipo aqueles play-boys marrentos! Nossa, que horror pensar isso. Ele estava normal...

E bonito.

É.

Muito bonito.

-Uau. –Melissa falou baixinho conforme a gente se aproximava –Oi!

-Oi, tudo bom? –Eles se cumprimentaram

-Melissa –Sebastian, Sebastian-Melissa.

-Prazer. –Disseram os dois

-Bom, Ariel ,eu vou indo.. Tem como eu passar na sua casa a tarde pra a gente começar o trabalho?

-Claro que sim!

-Ok então. Até amanha –Ela me abraçou e depois se despediu de Sebastian –Tchau!

-Até! –Ele disse dando um tchauzinho a ela, e logo após, me entregando o capacete. –E ai, tá 
preparada?

-Se eu conseguir não cair, tudo bem.

Sebastian riu e começou a me ajudar a colocar o capacete. Ele ajeitou meu cabelo e prendeu-o na parte de baixo.

-Pronto. A princesinha está segura agora. –Nós rimos e ele subiu na moto, e eu logo atrás, apenas apoiando em sua cintura. –Segura.

-Estou segurando. –Falei próximo a seu ouvido

-Forte.

Apertei mais ele e tive o reflexo de ter visto Sebastian dar um sorriso bobo, se ele estava gostando imagina eu, ali atrás, abraçadinha e ainda sentindo aquele cheiro maravilhoso de seu perfume.

Ok, eu estou ficando muito maldosa.

-

Eu gargalhava de rir com Sebastian. Meu estomago já doía.

Havíamos almoçado por cerca de 12:30 (ele me levou em um dos restaurantes mais caros da cidade, agora como ele descobriu isso aqui é realmente uma dúvida cruel!), e como se não bastasse, ele brigou comigo e pagou a conta toda (claro que eu não como muito, aliás, como mas quando to em casa né. Não vou bancar a vaca esfomeada na frente de um menino bonito como esses!). Eram 14:30 da tarde e a gente ainda estava sentado na mesma mesa, conversando!

Ele me contava sobre trabalhos que havia feitos –um mais ridículo que os outros –e as desculpas que inventava quando esquecia algum! –e eu contava umas histórias minhas bobas de infância, mas que tirava boas gargalhadas dele também.

-Acho que nada disso bate quando eu estava na 6ª série, e dei em cima do professor de matemática que era realmente muito gato, perguntando a ele se ele não podia me dar aulas particulares, porque minha mãe havia pedido! –Sebastian começou a rir –Cara, eu dei tanto azar que encontrei com ele na rua quando eu estava com minha mãe. E quando ele ia falar sobre as aulas particulares, eu inventei que estava passando mal, e saí correndo!

-Meu Deus do céu, você é louca! O cara era bonito pelo menos, não é? Porque se arriscar dessa forma por um cara feio...

-Era sim! Metade das meninas eram loucas por ele! –Eu ri um tanto –Era divertido.

-Você já se imaginou assim? –Ele se debruçou na mesa, mais interessado.

-Assim como?

-Ah, tipo.. Uma colunista famosa.. Importante na vida.

-Cara, eu só sou importante na sua cabeça, é sério! Você é doente! –Sebastian gargalhou

-Beleza, então olha quanta gente é doente.

Ele pegou seu iPhone no bolso, sentou-se do meu lado e me mostrou uma página no Facebook minha (ou de um fã clube, fiquei realmente confusa. Não estou acostumada a essas coisas!) onde mais de 100mil pessoas curtiam, e compartilhavam as coisas.

100 mil.

Meu deus do céu!

Eu era famosa e nem sabia, minha gente?

-Meu Deus. –Eu disse ainda boquiaberta olhando o celular.

-Viu? As pessoas gostam de você, Ariel. E mais ainda, do teu trabalho.

-E isso é bom, não é? –Levantei a cabeça sorrindo e conforme eu e ele estávamos bem próximos um 
do outro, rolou aquele clima.  


Ele continuou sorrindo e assentindo, fitando meus lábios e eu completamente vidrada em seus olhos.

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