Capítulo 11 - amendoinzinho

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Eram cerca de 20h quando Sebastian ligou pra um restaurante chinês que havia ali perto e pediu nosso jantar.

Enquanto isso eu fiquei sentada vendo Tv com ele, e conversando um pouco.

-Não quer uma camisa? –Neguei com a cabeça –Tem certeza?

-Mais tarde eu troco. Estou bem assim. –Ajeitei a gola de minha jaqueta, me ajeitando no sofá e voltando a prestar atenção na TV.

Sebastian estava sentado no sofá de frente pro que eu estava e ficava me olhando, tipo, olhando mesmo. Era difícil me concentrar na TV com ele me fitando daquela forma.

-Pergunta logo, Sebastian. –Eu falei olhando pra ele, que abaixou a cabeça, sem graça.

-Perguntar o que?

-Eu sei que você quer saber.

-Então diga.

-Depende do que você quer saber. –Dei de ombros –Você sabe que eu não vou mentir.

-Você voltou com ele? Sabe, é só uma pergunta. A gente é amigo, pode me falar.

-Não. Isso nunca vai acontecer.

-Então.. O que ele queria?

-Ajuda pra resolver os problemas dele, como eu já suspeitava. Nada demais.

-E reservou um jantar pra isso? –Ri, irônica com a pergunta dele.

-Você não conhece o Rick. Ele faz uma cerimônia quando quer ser dramático.

-Mas pelo menos ele sempre consegue, não é?

Eu ri com o que Sebastian disse, mas vi que ele continuou sério. Ele tinha falado sério.

Levantei-me, tirei meu tênis colocando em um canto e fiz sinal pra que ele abaixasse as pernas (estava deitado no outro sofá). Assim que ele o fez, sentei em seu colo, passei minha mão por trás de seu pescoço e fiquei olhando pra ele. E ele olhando pra mim.

-Que é? Algum gesto de fidelidade isso? –Sebastian riu e eu neguei com a cabeça rindo também.

-Você está com ciúmes de mim, Sebastian.

-OHHH, NÃO DIGA, DONA MARIA! –Gargalhei –Como você iria se sentir se eu cancelasse um encontro nosso, não dissesse nada, porque não consegui contato mas aí você viesse aqui em casa trocar satisfações, e me encontrasse com minha ex namorada, jantando com ela?

-Eu sentaria pra jantar com vocês.

Sebastian riu, balançando a cabeça e logo depois, tirou uma mecha de cabelo em minha orelha, dizendo:

-Você não é normal, cara.

-Eu sei. –Dei de ombros.

-Agora sai do meu colo, estou ficando com as pernas dormentes, Ariel.

-Eu não sou tão gorda assim! –Tirei meu braço de trás de sua nuca

-Ah, claro que não. –Ele disse em tom de ironia e eu me levantei, bufando e sentei no outro sofá. –Aw, riel, estava brincando.

Mas era eu quem agora iria fazer birra. Cruzei os braços, franzindo o cenho e fingindo prestar atenção apenas na TV.

-Riel? Psiu? –Começou a me chamar, e eu me segurando pra não rir, tentei ignora-lo. –Bebê?
Bebezinha? Gordinha? Fofinha? Amendoinzinho?

Não deu. Juro que não deu. Mastiguei meus próprios lábios para não rir mas esse ‘’amendoinzinho’’ foi o cumulo.

Sebastian não satisfeito, se levantou, ajoelhou-se ao meu lado e continuou me chamando:

-Me desculpa.. –Ele deslizou o dedo pela minha costela e eu me esquivei, sentindo cosquinha. –Então quer dizer que você é sensível aqui.. 

-Não. –Eu disse rapidamente, pra que ele afastasse aquela ideia ou ele me veria realmente surtar.

-Ah, então você não deve sentir isso. –Ele me cutucou de um lado, na costela, e eu quase dei um salto ainda segurando o riso. –Ou isso.- Continuou e eu me segurando ainda.

Até que Sebastian parou, ficou me olhando, rindo, e em questão de segundos pulou em cima de mim,
me atacando de cosquinhas. 

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