Móveis brancos, seu armário era bem alto e ocupava boa parte da parede.
Havia uma sacada bem grande ao lado, e no outro canto, do outro lado, uma mesa
com um computador. E no cantinho da parede, uma cama de casal, com vários
travesseiros, que ficava ao lado de um banheiro pequenino, pelo que pude ver.
Gabriela estava deitada na cama com o notebook aberto e um livro de
sociologia na cama com umas folhas por
perto.
-Eu já tinha feito um resumo da matéria pensando que só ia ter teste.
Mas será util.
-Certo e pra que o notebook?
-Tava contando pras meninas a novidade.
-O que? Ta grávida agora? –Ela riu, olhando pra mim enquanto eu sentava
na cadeira de sua estante.
-Não, idiota. Quando se está namorando, tem que avisar as amigas.
-Por que?
-Por que você com certeza não quer vê-las bem bravas.
-Entendo. Certo, me passe a matéria pra eu dar uma lida.
-Aqui. –Ela me entregou as folhas e eu percebi o tamanho de seu decote.
E de seu short.
Nossa, por que ela era tão gostosa, com tão pouca idade?
Certo, pensar isso me deixa mais velho e não gosto de me sentir assim.
Começamos a estudar, fiz um questionário pra ela e Gabriela já estava
afiada por volta de 20h da noite. Sim, estudamos o resto da tarde/começo da
noite.
-É melhor eu ir. –Falei me levantando da cadeira e me espreguiçando.
-Ah.. você não pode ficar mais um pouco? –Gabriela disse se ajeitando na
cama e fazendo uma carinha de choro.
-O que vou ganhar com isso?
-A minha presença já é um grande presente, não acha? –Nós rimos.
-Eu preciso arrumar as coisas, Gabi. Tem muita coisa pra arrumar pra que
amanha eu esteja preparado pra estudar..
-Não, não vai não. –Aquilo acabou comigo.
Ela se levantou, ficou de frente pra mim colocando seus braços ao redor
de meu pescoço e ficou apenas fitando meus lábios.
Mais do que urgente, levei minha mão a sua nuca puxando-a para um calmo
e longo beijo.
Parecia que nossas línguas se comunicavam e falavam em um idioma que só
uma entendia a outra, quando estavam juntas.
Gabriela foi chegando pra trás e se jogou na cama. Engatinhei por cima
dela, até nossos lábios se reencontrarem.
-Se eu for ganhar isso, fico a noite toda.
-Você pode ganhar até mais. –Ela sussurrou tirando minha jaqueta.
Nos ajeitamos na cama e continuei por cima dela, mas dessa vez, me
sentei, descolando nossos lábios.
-Não vou fazer isso com seu irmão em casa.
-Por que? –Ela perguntou, rindo.
-Sei lá. É estranho. Parece que ele vai estar aqui, do nosso lado,
olhando sabe. Sei lá.
-Mas não precisamos fazer isso, necessariamente..
-Ah ta. Eu conheço você não tem nem 1 semana, mas tenho certeza do que é
capaz de fazer, Gabriela.
-Ah, para, né. –Rimos novamente.
-Certo. –Gabriela me puxou pela gola de minha camisa, fazendo-me deitar
em cima de si novamente.
–Então só fica assim.
Voltei a beijá-la com toda calma e delicadeza possível. Quando nos beijávamos
eu me sentia bem de uma forma inexplicável. Como se eu estivesse me sentindo
vivo. Depois de muito tempo.
-


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