-Oi, amiga. –Gabriela disse se levantando e abraçando a garota. –Como vão
as coisas?
-EU QUE PERGUNTO, NÉ, GAROTA! Você sumiu naquela festa de ontem , SUMIU,
o que rolou ein?
-Nada! Eu só voltei pra casa com um amigo..
E foi a hora que ela deu um tremendo olhadão pra mim. Um olhadão mesmo.
Tipo ´´’quem é essa porra?´´
-Ahn, esse é meu namorado. –Gabriela não teve dó, disse na hora.
-NAMORADO? O QUE?
-Até ontem não era, amiga. A gente ficava e tal, não era nada sério. Por
isso não contei. –Ela olhou pra ela, e depois pra mim, um tanto desconfiada.
Mas logo depois, abriu o maior sorriso e me deu um abraço bem apertado.
-Ah, eu estou tão feliz por vocês!
-Obrigado.
-Se você magoá-la eu vou cortar seu pau fora. –Ela sussurrou enquanto
me abraçava, e eu apenas assenti, rindo um pouco.
-Então, o que faz por aqui, Tay?
-Sei lá. Eu só vim dar uma volta mesmo. Vai a aula amanha, não é?
-Claro.
-Estudou? –Vi a forma que Gabriela arregalou os olhos e ri baixinho. –É
sociologia amanhã, amiga.
-Céus. CÉUS! Eu vou estudar AGORA. Noah, vamos?
-Claro. Mais do que na hora.
-Ahn, ok! Vejo você amanha no colégio. Tchau, Noah. –A garota disse, me
dando um tchauzinho e
rindo falsamente.
-Você não sabia que tinha prova amanha, não é?
-Não, cara! E estou ferrada!
-Ei, calma. –Entramos no carro, correndo. –Eu posso te ajudar.. É muita
matéria?
-Não, mas é nova e eu faltei porque tava doente, então só tenho a
matéria no caderno!
-Certo. Eu posso te ajudar.
-Mas você tem seus trabalhos, e tudo mais!
-Segunda eu só tenho aula de tarde. Posso estudar durante a manhã. Sem
problemas.
-Certo, certo.
-Casa do seu irmão, não é?
-Sim.
-Vai contar a ele também?
-Só se ele perguntar.
-E se ele ME perguntar?
-Você tem motivos pra não querer contar agora? –Ela me olhou séria.
-Não –Dei de ombros –Você tem?
-Não.
-Ótimo então.
-
Assim que chegamos, Eduard não estava em casa –Graças a Deus! –mas
Gabriela logo viu um bilhete na mesinha da sala.
-Aqui diz ´´saí pra comer. Espero que tenha almoçado. Senão, sinto muito
pequena. Tchau.´´
-Nossa, que amor ein.
-Ele sempre cuidou muito bem de mim, como pode ver. Então, eu vou subir
e trocar de roupa..
-Certo.
Gabriela subiu e eu fiquei sentado no sofá da sala, mexendo no celular.
Minutos depois, ouvi um barulho de chave na porta. Continuei quietinho.
-IH, RAPAZ! –Era Eduard. Graças a Deus.
Não saberia como reagir se fosse a mãe ou o pai de Gabriela.
-Fala aí, mano! –Me levantei e nos cumprimentamos.
-Que que ce faz aqui, cara? Não me diga que tu e minha irmã...
-É, cara!
-CARACA! –Ele me abraçou de novo –Que bom, cara! Finalmente ela criou
juízo. Espero que tu também, ein!
-Claro, né, cara. Não ia brincar com a irmã do meu bro.
-Isso ai! Mas e ai, como ta a faculdade? –nos sentamos novamente.
-Ta indo. To me esforçando, e não vejo a hora de acabar logo. E tu?
-Ta indo também. Um saco, na verdade.
-Outra professora na lista, né?
-Na verdade, falta delas. –Nós gargalhamos.
Desde pequenos eu e Eduard fazíamos lista de professoras que iríamos
pegar.
Sim, professoras.
-Po, cara. Mas logo, logo, acaba e você se livra e pode se divertir com
as mais fáceis.
-Ah.. mas aí a diversão acaba. As difíceis que é maneiro, você sabe.
-É, eu sei. –Rimos.
Conversamos por mais meia hora, e logo depois, ouvi Gabriela me gritar
lá de cima.
-É, melhor eu ir subindo.
-Isso, vai lá cara. Vai devagar, ein? To de olho nos dois.
-Pode deixar, bro.
Subi e assim que cheguei no quarto de Gabriela –não foi difícil achar, já
que só haviam 3 quartos; 1 com a porta fechada que devia ser do seu irmão, outro
no final do corredor, e o dela, de porta aberta e vi um reflexo clarinho vindo
de lá.
Eram as cortinas brancas, como imaginei. Seu quarto não era de uma
garotinha da 2ª serie, pelo
menos.
-


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