Capítulo 6 - prova

quinta-feira, 3 de maio de 2018

-Oi, amiga. –Gabriela disse se levantando e abraçando a garota. –Como vão as coisas?

-EU QUE PERGUNTO, NÉ, GAROTA! Você sumiu naquela festa de ontem , SUMIU, o que rolou ein?

-Nada! Eu só voltei pra casa com um amigo..

E foi a hora que ela deu um tremendo olhadão pra mim. Um olhadão mesmo.

Tipo ´´’quem é essa porra?´´

-Ahn, esse é meu namorado. –Gabriela não teve dó, disse na hora.

-NAMORADO? O QUE?

-Até ontem não era, amiga. A gente ficava e tal, não era nada sério. Por isso não contei. –Ela olhou pra ela, e depois pra mim, um tanto desconfiada.

Mas logo depois, abriu o maior sorriso e me deu um abraço bem apertado.

-Ah, eu estou tão feliz por vocês!

-Obrigado.

-Se você magoá-la eu vou cortar seu pau fora. –Ela sussurrou enquanto me abraçava, e eu apenas assenti, rindo um pouco.

-Então, o que faz por aqui, Tay?

-Sei lá. Eu só vim dar uma volta mesmo. Vai a aula amanha, não é?

-Claro.

-Estudou? –Vi a forma que Gabriela arregalou os olhos e ri baixinho. –É sociologia amanhã, amiga.

-Céus. CÉUS! Eu vou estudar AGORA. Noah, vamos?

-Claro. Mais do que na hora.

-Ahn, ok! Vejo você amanha no colégio. Tchau, Noah. –A garota disse, me dando um tchauzinho e 
rindo falsamente.

-Você não sabia que tinha prova amanha, não é?

-Não, cara! E estou ferrada!

-Ei, calma. –Entramos no carro, correndo. –Eu posso te ajudar.. É muita matéria?

-Não, mas é nova e eu faltei porque tava doente, então só tenho a matéria no caderno!

-Certo. Eu posso te ajudar.

-Mas você tem seus trabalhos, e tudo mais!

-Segunda eu só tenho aula de tarde. Posso estudar durante a manhã. Sem problemas.

-Certo, certo.

-Casa do seu irmão, não é?

-Sim.

-Vai contar a ele também?

-Só se ele perguntar.

-E se ele ME perguntar?

-Você tem motivos pra não querer contar agora? –Ela me olhou séria.

-Não –Dei de ombros –Você tem?

-Não.

-Ótimo então.

-

Assim que chegamos, Eduard não estava em casa –Graças a Deus! –mas Gabriela logo viu um bilhete na mesinha da sala.

-Aqui diz ´´saí pra comer. Espero que tenha almoçado. Senão, sinto muito pequena. Tchau.´´

-Nossa, que amor ein.

-Ele sempre cuidou muito bem de mim, como pode ver. Então, eu vou subir e trocar de roupa..

-Certo.

Gabriela subiu e eu fiquei sentado no sofá da sala, mexendo no celular.
Minutos depois, ouvi um barulho de chave na porta. Continuei quietinho.

-IH, RAPAZ! –Era Eduard. Graças a Deus.

Não saberia como reagir se fosse a mãe ou o pai de Gabriela.

-Fala aí, mano! –Me levantei e nos cumprimentamos.

-Que que ce faz aqui, cara? Não me diga que tu e minha irmã...

-É, cara!

-CARACA! –Ele me abraçou de novo –Que bom, cara! Finalmente ela criou juízo. Espero que tu também, ein!

-Claro, né, cara. Não ia brincar com a irmã do meu bro.

-Isso ai! Mas e ai, como ta a faculdade? –nos sentamos novamente.

-Ta indo. To me esforçando, e não vejo a hora de acabar logo. E tu?

-Ta indo também. Um saco, na verdade.

-Outra professora na lista, né?

-Na verdade, falta delas. –Nós gargalhamos.

Desde pequenos eu e Eduard fazíamos lista de professoras que iríamos pegar.

Sim, professoras.

-Po, cara. Mas logo, logo, acaba e você se livra e pode se divertir com as mais fáceis.

-Ah.. mas aí a diversão acaba. As difíceis que é maneiro, você sabe.

-É, eu sei. –Rimos.

Conversamos por mais meia hora, e logo depois, ouvi Gabriela me gritar lá de cima.

-É, melhor eu ir subindo.

-Isso, vai lá cara. Vai devagar, ein? To de olho nos dois.

-Pode deixar, bro.

Subi e assim que cheguei no quarto de Gabriela –não foi difícil achar, já que só haviam 3 quartos; 1 com a porta fechada que devia ser do seu irmão, outro no final do corredor, e o dela, de porta aberta e vi um reflexo clarinho vindo de lá.


Eram as cortinas brancas, como imaginei. Seu quarto não era de uma garotinha da 2ª serie, pelo 
menos.

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