Capítulo 7 - meu Deus, Isabella!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018


-Ah, meu Deus. –Ele relaxou a cabeça no travesseiro na hora. –Era tudo o que eu precisava.

-Eu sei. –Peguei uma de suas mãos e coloquei em meu peito.

Ele me apertava na medida que eu batia pra ele e ele não aguentava mais, e precisava me encostar.

-Na.. Para, para. –Tirou a mão, rapidamente de mim. –Não quero sujar o colchão.

-Voce que sabe.

-Foi a melhor punheta da minha vida. Melhor até que a de ontem, depois de chegarmos bêbados e eu 
te imaginando tomando banho comigo. –Nós rimos.

-Não vai ser melhor que o oral de mais tarde. –Eu falei e ele arregalou os olhos, surpreso.

-Meu Deus, Isabella. Quem é você? –Me beijou em seguida.

-Alguém que você está prestes a conhecer.

-

Eu e Alex acabamos dormindo e só acordei quando ouvi vozes masculinas no corredor. Sentei-me num susto. A festa. As meninas.

Levantei devagar pra não acordar Alex, coloquei minha roupa e deixei sua camisa em cima de sua cômoda, onde vi seu celular e cliquei na tela de bloqueio pra ver que horas eram. 18h. E eu não havia comido nada, desde o café da manhã.

Saí rápido do dormitório, ouvindo comentários babaquinhas de homens, como sempre, e fui pro refeitório. Ainda tinha um resto do lanche da tarde.

Tomei um café, comi um pãozinho rapidamente e voltei logo pro meu dormitório. Cheguei no quarto e encontrei as meninas se arrumando.

-Finalmente! –Nic disse, surpresa ao me ver. –Achamos que nunca mais fossemos te ver!

-Troca logo de roupa! Cê tá atrasada, menina. –Bea disse, me jogando uma toalha.

-Me arrumo em vinte minutos.

Tomei um banho correndo, sequei meu cabelo e ainda deu tempo de tacar um reforço na cara. Er, passar maquiagem.

-Que tal? –Saí do banheiro já pronta e nada atrasada.

-Arrasadora. –Nic disse, batendo palma.

-O colega vai te traçar na frente de todo mundo mesmo. –Beatrice falou e eu joguei meu travesseiro nela, rindo.

-Voce já pegou né? –Perguntou de novo.

-Já. –Falei e elas gritaram um “aê’’ em conjunto.

-E foi bom?

-Pra caralho. –Voltaram a gritar. –Gente, shh! Pelo amor.

-Pra quem disse “homens? Cansei! Por um bom tempo!” cê tá ótima. –Nicole falou, rindo.

Revirei os olhos.

-Deixa  a garota, Nicole. The pepeca is free! –Todas gargalhamos assim que Beatrice falou. Só fala 
merda, meu Deus.

Fizemos uns retoques básicos no visual e finalmente fomos pro local da festa.

Essa era na piscina, o que me deixou mais de saco cheio o possível.

-Vou ficar ali, sentadinha, tá gente? To cansada. –Falei, avisando as meninas.

-Vai lá, esperar o conquistador de pepecas. –Bea falou e eu dei um tapa em seu braço. –Ta, ta! Vai lá.

Sentei-me e assim que passou um garçom oferecendo refrigerante aceitei tão desesperada que o 
coitado ficou até assustado.

Eu só havia tomado café de manhã e feito o lanche há quase 3 horas atrás, meu corpo precisava de 
mais.

-Encontrei a Cinderela. –Ouvi aquela voz conhecida chegar por trás de mim e automaticamente um 
sorriso meu escapou.

-E aí. –Falei, cumprimentando Alex.

-Beleza? O que faz aqui? –Sentou-se ao meu lado.

Ele estava bem simples: colocou uma bermuda branca com uma camisa preta de marca e um chinelo que pelo visto, era de marca também. Estava bonito.

-Tudo bem. Ah. Tô meio enjoada dessas festas.

-Caramba. Nem gozei e você já ta enjoada? To bom nisso. –Dei um tapa nele, rindo, assim que ele disse isso. –Opa, foi mal. Quer dar uma volta?

-Pode ser.

Assim que me levantei, me senti um pouco tonta. Consegui disfarçar porque Alex estava um pouco 
mais na frente e não viu. Respirei fundo e me controlei: eu não podia comer agora.

Pouco depois, acompanhei seu ritmo e chegamos perto da piscina, nos sentando no banco dali. Tinha só um casal se agarrando do outro lado, estava mais quieto por ali.

-Voce me lembra muito uma amiga antiga minha. –Ele disse, do nada.

-Sério? Por que?

-Sei lá. O jeito. Assim, sorridente, meio doida, fala o que vem na ponta da língua mas se segura quando alguém te surpreende..

-Hum. Que doido.

-É. Sinto falta dela. –Abaixou a cabeça.

-O que aconteceu?

-Acabamos nos apaixonando. Não deu certo. Terminamos. Sofri. Aqui estou. –Ele falou 
pausadamente, como se fosse um poema e eu não me contive e acabei rindo.

-Mas que merda. Se apaixonar por amigos é a pior coisa da vida.

-Oh, Isabella.. Sem duvidas. Você é uma garota maneira. –Ele se aproximou, agarrando minha cabeça e beijando-a. –Tenho certeza que vai achar um cara legal.

-Por que diz isso?

-Eu te conheci porque você estava enchendo a cara no meio de uma festa. Sem pegar ninguém, sendo que na noite anterior, pegou um tanto de gente. Acho que isso não foi por pura diversão, não é?

-É. –Bufei. –Mas não to afim de falar não.

-Tudo bem. Tudo bem. Vamos beber então. –Assim que ele me passou o copo que estava em sua mão e eu senti aquele cheiro de álcool, meu estomago revirou e eu desmaiei.

Assim.

Sem mais nem menos.


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