-Ah, meu Deus. –Ele relaxou a cabeça no travesseiro na hora.
–Era tudo o que eu precisava.
-Eu sei. –Peguei uma de suas mãos e coloquei em meu peito.
Ele me apertava na medida que eu batia pra ele e ele não
aguentava mais, e precisava me encostar.
-Na.. Para, para. –Tirou a mão, rapidamente de mim. –Não
quero sujar o colchão.
-Voce que sabe.
-Foi a melhor punheta da minha vida. Melhor até que a de
ontem, depois de chegarmos bêbados e eu
te imaginando tomando banho comigo.
–Nós rimos.
-Não vai ser melhor que o oral de mais tarde. –Eu falei e
ele arregalou os olhos, surpreso.
-Meu Deus, Isabella. Quem é você? –Me beijou em seguida.
-Alguém que você está prestes a conhecer.
-
Eu e Alex acabamos dormindo e só acordei quando ouvi vozes
masculinas no corredor. Sentei-me num susto. A festa. As meninas.
Levantei devagar pra não acordar Alex, coloquei minha roupa
e deixei sua camisa em cima de sua cômoda, onde vi seu celular e cliquei na
tela de bloqueio pra ver que horas eram. 18h. E eu não havia comido nada, desde
o café da manhã.
Saí rápido do dormitório, ouvindo comentários babaquinhas de
homens, como sempre, e fui pro refeitório. Ainda tinha um resto do lanche da
tarde.
Tomei um café, comi um pãozinho rapidamente e voltei logo
pro meu dormitório. Cheguei no quarto e encontrei as meninas se arrumando.
-Finalmente! –Nic disse, surpresa ao me ver. –Achamos que
nunca mais fossemos te ver!
-Troca logo de roupa! Cê tá atrasada, menina. –Bea disse, me
jogando uma toalha.
-Me arrumo em vinte minutos.
Tomei um banho correndo, sequei meu cabelo e ainda deu tempo
de tacar um reforço na cara. Er, passar maquiagem.
-Que tal? –Saí do banheiro já pronta e nada atrasada.
-Arrasadora. –Nic disse, batendo palma.
-O colega vai te traçar na frente de todo mundo mesmo.
–Beatrice falou e eu joguei meu travesseiro nela, rindo.
-Voce já pegou né? –Perguntou de novo.
-Já. –Falei e elas gritaram um “aê’’ em conjunto.
-E foi bom?
-Pra caralho. –Voltaram a gritar. –Gente, shh! Pelo amor.
-Pra quem disse “homens? Cansei! Por um bom tempo!” cê tá
ótima. –Nicole falou, rindo.
Revirei os olhos.
-Deixa a garota,
Nicole. The pepeca is free! –Todas gargalhamos assim que Beatrice falou. Só
fala
merda, meu Deus.
Fizemos uns retoques básicos no visual e finalmente fomos
pro local da festa.
Essa era na piscina, o que me deixou mais de saco cheio o
possível.
-Vou ficar ali, sentadinha, tá gente? To cansada. –Falei,
avisando as meninas.
-Vai lá, esperar o conquistador de pepecas. –Bea falou e eu
dei um tapa em seu braço. –Ta, ta! Vai lá.
Sentei-me e assim que passou um garçom oferecendo
refrigerante aceitei tão desesperada que o
coitado ficou até assustado.
Eu só havia tomado café de manhã e feito o lanche há quase 3
horas atrás, meu corpo precisava de
mais.
-Encontrei a Cinderela. –Ouvi aquela voz conhecida chegar
por trás de mim e automaticamente um
sorriso meu escapou.
-E aí. –Falei, cumprimentando Alex.
-Beleza? O que faz aqui? –Sentou-se ao meu lado.
Ele estava bem simples: colocou uma bermuda branca com uma
camisa preta de marca e um chinelo que pelo visto, era de marca também. Estava
bonito.
-Tudo bem. Ah. Tô meio enjoada dessas festas.
-Caramba. Nem gozei e você já ta enjoada? To bom nisso. –Dei
um tapa nele, rindo, assim que ele disse isso. –Opa, foi mal. Quer dar uma
volta?
-Pode ser.
Assim que me levantei, me senti um pouco tonta. Consegui
disfarçar porque Alex estava um pouco
mais na frente e não viu. Respirei fundo
e me controlei: eu não podia comer agora.
Pouco depois, acompanhei seu ritmo e chegamos perto da
piscina, nos sentando no banco dali. Tinha só um casal se agarrando do outro
lado, estava mais quieto por ali.
-Voce me lembra muito uma amiga antiga minha. –Ele disse, do
nada.
-Sério? Por que?
-Sei lá. O jeito. Assim, sorridente, meio doida, fala o que
vem na ponta da língua mas se segura quando alguém te surpreende..
-Hum. Que doido.
-É. Sinto falta dela. –Abaixou a cabeça.
-O que aconteceu?
-Acabamos nos apaixonando. Não deu certo. Terminamos. Sofri.
Aqui estou. –Ele falou
pausadamente, como se fosse um poema e eu não me contive
e acabei rindo.
-Mas que merda. Se apaixonar por amigos é a pior coisa da
vida.
-Oh, Isabella.. Sem duvidas. Você é uma garota maneira. –Ele
se aproximou, agarrando minha cabeça e beijando-a. –Tenho certeza que vai achar
um cara legal.
-Por que diz isso?
-Eu te conheci porque você estava enchendo a cara no meio de
uma festa. Sem pegar ninguém, sendo que na noite anterior, pegou um tanto de
gente. Acho que isso não foi por pura diversão, não é?
-É. –Bufei. –Mas não to afim de falar não.
-Tudo bem. Tudo bem. Vamos beber então. –Assim que ele me
passou o copo que estava em sua mão e eu senti aquele cheiro de álcool, meu
estomago revirou e eu desmaiei.
Assim.
Sem mais nem menos.
-


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