Capítulo 5 - a vista está ótima

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018



-Caramba. Achei que fosse ser um desastre. –Alex riu e eu voltei a minha posição normal, batendo em seu braço. –O que, ué? Pra quem nunca jogou você foi bem até demais.

-Sorte de principiante.

Alex pegou o taco enquanto se preparava pra jogar, eu perguntei:

-Por que você veio pra cá?

-Sei lá. Descobri sobre o programa e me inscrevi, sem compromisso. Só queria fazer algo diferente mesmo. E você?

-O mesmo.

-Sua vez. –Ele me devolveu o taco.

Fui me posicionar e fazer a jogada de novo, mas não deu certo e a bola foi pra uma direção errada.

-Foi sorte de principiante mesmo. Agora.. nunca mais. –Alex riu.

-Babaca. –Revirei os olhos.

-Vem cá, deixa eu te ensinar uma coisa. Coloque os pés assim. –Ele veio pra trás de mim e começou a mexer no meu corpo, me posicionando da forma correta. –Isso. Agora se curva assim. Não, não tanto. Isso. O taco tem que ficar assim. –Pegou nos meus braços e deslizou seus dedos, endireitando minha mão. Senti ele suspirar e se afastou, assim que a beira da minha saia encostou no seu pau. Bem duro, por sinal. –Ahn. É. Assim ta ótimo. –Saiu logo de perto de mim, sem graça.

Joguei de novo e dessa vez foi bom que nem a primeira.

-Muito bem. –Disse, batendo palma. –Muito bom.

-Ah. Tá muito quente aqui, Alex. –Coloquei o taco no chão, passando a mão pela minha testa que escorria o suor. –Puta merda. –Sacudi aquela camisa polo que mesmo com decote estava me fazendo suar pra cacete.

Alex me deu aquela olhada que me deixou mais quente ainda.

-Tem razão. Eu preciso.. –Olhou pro outro lado. –preciso de agua. Precisamos sair daqui.

-Vamos pra piscina?

-Ah. Ta todo mundo lá. –Bufou, pegando o taco e as bolinhas que sobraram pra guardar.

-E tem outra?

-Na verdade.. –Sorriu. –Atrás do meu dormitório tem um quintal maneirinho com um chuveiro. Quer ir pra lá?

-Pode ser. Contanto que esteja saindo agua gelada.

-Vou só guardar isso aqui e nós vamos pra lá.

Aproveitei que ele saiu pra ir num bebedouro próximo dali. Eu estava com a garganta mais seca que um deserto.

-Voce não pode se inclinar dessa forma com essa saia. –Ouvi sua voz chegar por trás de mim e continuei bebendo água como se nada tivesse acontecido. –Jesus, princesa. Você não tá facilitando hoje.

-E eu já estive fácil, alguma vez? –Disse assim que terminei de beber a agua, me virando pra ele e rindo.

-Com certeza não.

-Que bom. Porque não é agora que vou ficar. –E tirei minha camisa.

Estava de biquíni, mas meu suor escorrendo por meus peitos não o ajudou muito.

-Voce é muito cara de pau. –Falei quando vi que ele estava olhando na cara de pau mesmo pros meus peitos. Sem vergonha alguma.

-Eu disse que você não facilita. Eu é que não vou resistir. –Deu de ombros, tirando sua camisa.

Ele não era de se jogar fora, também. Tinha músculos e costas bem definidas.

-Vamos logo pra esse chuveiro. –Falei, andando na frente enquanto ele vinha rindo, atrás de mim.

-

No caminho pras costas do dormitório de Alex, passamos por muitos garotos que não tirava os olhos dos meus peitos, é claro. Aquilo foi insuportável, cada um que passava por mim eu tinha vontade de dizer: “QUE FOI? Nunca viu peitos, não?” Pelo amor de Deus.

-Não liga pra esses olhares. –Alex percebeu meu incomodo e falou. –Seus peitos são lindos e merecem ser apreciados.

Só pude gargalhar.

Eu não tinha peitos enormes, mas bem.. Eles também não eram pequenos. Desde meus 17, quando comecei a tomar anticoncepcional e meu corpo começou a mudar definitivamente, eu recebia muitos elogios pelos meus peitos. Estava acostumada a esse tipo de coisa, porém, nunca a tanta atenção assim.

Assim que chegamos no quintal, notei que Alex fechou o portão que dava acesso do dormitório pra 
lá.

-Vai nos trancar aqui, agora?

-Eu não trouxe sunga e não to afim de ir lá em cima pegar. Voce não se importa, né? –Fez sinal de quem ia começar a tirar a bermuda.

-De forma alguma. –Falei, rindo.

Virei-me de costas pra ele enquanto tirava minha saia e colocava minhas roupas embaixo do telhado que tinha, nos fundos.

Liguei o chuveiro e não demorou muito pra eu sentir um quase orgasmo, com  meu alívio de finalmente estar debaixo de algo gelado.

-A vista tá ótima, mas eu preciso, também. –A voz de Alex me trouxe de volta ao mundo real e eu saí de baixo do chuveiro pra que ele pudesse se molhar um pouco.

Consegui arrumar duas cadeiras de praia, que achei atrás dali e coloquei ambas perto de uma árvore que dava um pouco de sombra pra nós.

Sentei-me e relaxei na mesma hora.

-Melhor coisa que fizemos foi vir pra cá, sem duvidas. –Afirmei naquele momento.


Sem gritaria, sem gente falando a todo momento.. Estava muito gostoso ali.

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