-Caramba. Achei que fosse ser um desastre. –Alex riu e eu
voltei a minha posição normal, batendo em seu braço. –O que, ué? Pra quem nunca
jogou você foi bem até demais.
-Sorte de principiante.
Alex pegou o taco enquanto se preparava pra jogar, eu
perguntei:
-Por que você veio pra cá?
-Sei lá. Descobri sobre o programa e me inscrevi, sem
compromisso. Só queria fazer algo diferente mesmo. E você?
-O mesmo.
-Sua vez. –Ele me devolveu o taco.
Fui me posicionar e fazer a jogada de novo, mas não deu
certo e a bola foi pra uma direção errada.
-Foi sorte de principiante mesmo. Agora.. nunca mais. –Alex
riu.
-Babaca. –Revirei os olhos.
-Vem cá, deixa eu te ensinar uma coisa. Coloque os pés
assim. –Ele veio pra trás de mim e começou a mexer no meu corpo, me
posicionando da forma correta. –Isso. Agora se curva assim. Não, não tanto.
Isso. O taco tem que ficar assim. –Pegou nos meus braços e deslizou seus dedos,
endireitando minha mão. Senti ele suspirar e se afastou, assim que a beira da
minha saia encostou no seu pau. Bem duro, por sinal. –Ahn. É. Assim ta ótimo.
–Saiu logo de perto de mim, sem graça.
Joguei de novo e dessa vez foi bom que nem a primeira.
-Muito bem. –Disse, batendo palma. –Muito bom.
-Ah. Tá muito quente aqui, Alex. –Coloquei o taco no chão,
passando a mão pela minha testa que escorria o suor. –Puta merda. –Sacudi
aquela camisa polo que mesmo com decote estava me fazendo suar pra cacete.
Alex me deu aquela olhada que me deixou mais quente ainda.
-Tem razão. Eu preciso.. –Olhou pro outro lado. –preciso de
agua. Precisamos sair daqui.
-Vamos pra piscina?
-Ah. Ta todo mundo lá. –Bufou, pegando o taco e as bolinhas
que sobraram pra guardar.
-E tem outra?
-Na verdade.. –Sorriu. –Atrás do meu dormitório tem um
quintal maneirinho com um chuveiro. Quer ir pra lá?
-Pode ser. Contanto que esteja saindo agua gelada.
-Vou só guardar isso aqui e nós vamos pra lá.
Aproveitei que ele saiu pra ir num bebedouro próximo dali.
Eu estava com a garganta mais seca que um deserto.
-Voce não pode se inclinar dessa forma com essa saia. –Ouvi
sua voz chegar por trás de mim e continuei bebendo água como se nada tivesse
acontecido. –Jesus, princesa. Você não tá facilitando hoje.
-E eu já estive fácil, alguma vez? –Disse assim que terminei
de beber a agua, me virando pra ele e rindo.
-Com certeza não.
-Que bom. Porque não é agora que vou ficar. –E tirei minha
camisa.
Estava de biquíni, mas meu suor escorrendo por meus peitos
não o ajudou muito.
-Voce é muito cara de pau. –Falei quando vi que ele estava
olhando na cara de pau mesmo pros meus peitos. Sem vergonha alguma.
-Eu disse que você não facilita. Eu é que não vou resistir.
–Deu de ombros, tirando sua camisa.
Ele não era de se jogar fora, também. Tinha músculos e
costas bem definidas.
-Vamos logo pra esse chuveiro. –Falei, andando na frente enquanto
ele vinha rindo, atrás de mim.
-
No caminho pras costas do dormitório de Alex, passamos por
muitos garotos que não tirava os olhos dos meus peitos, é claro. Aquilo foi
insuportável, cada um que passava por mim eu tinha vontade de dizer: “QUE FOI?
Nunca viu peitos, não?” Pelo amor de Deus.
-Não liga pra esses olhares. –Alex percebeu meu incomodo e
falou. –Seus peitos são lindos e merecem ser apreciados.
Só pude gargalhar.
Eu não tinha peitos enormes, mas bem.. Eles também não eram
pequenos. Desde meus 17, quando comecei a tomar anticoncepcional e meu corpo
começou a mudar definitivamente, eu recebia muitos elogios pelos meus peitos.
Estava acostumada a esse tipo de coisa, porém, nunca a tanta atenção assim.
Assim que chegamos no quintal, notei que Alex fechou o
portão que dava acesso do dormitório pra
lá.
-Vai nos trancar aqui, agora?
-Eu não trouxe sunga e não to afim de ir lá em cima pegar.
Voce não se importa, né? –Fez sinal de quem ia começar a tirar a bermuda.
-De forma alguma. –Falei, rindo.
Virei-me de costas pra ele enquanto tirava minha saia e
colocava minhas roupas embaixo do telhado que tinha, nos fundos.
Liguei o chuveiro e não demorou muito pra eu sentir um quase
orgasmo, com meu alívio de finalmente
estar debaixo de algo gelado.
-A vista tá ótima, mas eu preciso, também. –A voz de Alex me
trouxe de volta ao mundo real e eu saí de baixo do chuveiro pra que ele pudesse
se molhar um pouco.
Consegui arrumar duas cadeiras de praia, que achei atrás
dali e coloquei ambas perto de uma árvore que dava um pouco de sombra pra nós.
Sentei-me e relaxei na mesma hora.
-Melhor coisa que fizemos foi vir pra cá, sem duvidas.
–Afirmei naquele momento.
Sem gritaria, sem gente falando a todo momento.. Estava
muito gostoso ali.
-


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