Horas depois de uma longa conversa,
Austin sugeriu “funny or die” e aí sim que a noite começou. Ele contava piadas
ridículas, e em uma das piores, teve de ficar sem camisa na maior ventania que
estava ali.
-Ok, já chega. –Eu ria, virando ainda a
garrafa de vodca no gargalho. –Não aguento mais ouvir tanta besteira.
-Certo, só mais uma ok? Mais uma. –Austin
falou arrastando as palavras.
Ele estava deitado, mas apoiado com seus cotovelos
na areia, ao meu lado e eu sentada de pernas cruzadas, olhando pra ele.
-Qual a semelhança entre você e esta
garrafa de vodca? –Ele perguntou, sorrindo maroto.
-Hum.. To com medo de perguntar.
-As duas me deixam completamente em
êxtase.
Na hora que Austin o disse, um sorriso
bobo surgiu em meus lábios e eu precisava admitir: finalmente, uma piada boa.
Mas invés de falar fiz algo completamente irracional.
Cheguei bem perto dele e ele se inclinou
em minha direção, até finalmente colar nossos lábios. Assim que nossas línguas
se encontraram foi como se estivesse ocorrendo uma imensa descarga elétrica em
nossos corpos.
Suas mãos logo me puxaram pra cima dele e
eu travei minhas pernas nas laterais de sua cintura, intensificando muito mais
nosso beijo –e notei que deixei seu amiguinho bem mais ativo nessa hora
–mordendo seu lábio inferior devagarzinho.
Empurrei com uma mão em seu abdômen
Austin pra trás, até ele deitar completamente na areia –ele ainda estava sem
camisa, ok –e comecei a despejar vodca em seu abdômen.
-O que está fazendo?
-Eu vou te mostrar o que é realmente
êxtase.
Quando terminei com um sorriso de lado,
eu fui me abaixando, ainda em cima dele, e comecei a lamber seu abdômen de
baixo pra cima, provocando ele ao extremo mesmo.
-Ah meu Deus –Austin segurou meus braços,
sussurrando. -Não faça isso, Stella..
-Por que não? –Sorri, terminando de
“limpar” a vodca de seu abdômen e subindo pra beijar seus lábios.
-Porque eu poderia fazer o mesmo em você
e não sei se você poderia se controlar tanto quanto eu.
-E se eu não me controlasse? –Me reergui,
olhando pra ele.
-Eu nao me controlaria também. E talvez
você se arrependesse no dia seguinte...
-Não faço nada que me arrependeria,
Austin. -Cortei ele de imediato.
-Que bom, então.
Na mesma hora, ainda sorrindo que nem um
babaca, ele me jogou na areia e subiu em cima de mim, -e começou a tirar minha
jaqueta! –e levantar minha camisa.
-Wowowwo! Ai não! –Eu comecei a
abaixa-la.
-Temos que ficar quites, queridinha. –Ele
sussurrou, começando a derramar vodca em minha barriga sem eu perceber.
-Babaca. –Falei entre dentes.
-Vou te mostrar o babaca então.
E foi quando tudo começou. Ah, eu sabia
que as coisas ficariam daquele jeito, tipo.. Eu aprendi a ficar bêbada, não inconsciente.
Duh.
Assim que eu tirei a camisa, Austin ficou
parado olhando pra mim, pra meus seios, mas eu percebi que ele me olhava mesmo,
olho no olho e por Deus, eu estava começando a perder a consciência porque eu
imaginei que tivesse rolado um clima, tipo, what?
Ele fez o mesmo que fiz nele com a vodca
em minha barriga, -e em cima, no meu colo (em cima mesmo do peito) - e logo
depois, encontrou meus lábios começando um longo beijo.
Nos beijamos não com ansiedade, com
pressa, ou com urgência. Foi algo calmo, algo natural, aquilo apenas fluiu. Eu
levei minhas mãos pra trás de sua nuca, puxando-o mais pra perto de mim e
colando bem mais nossos corpos –até ele deitar completamente em cima de mim –e
depositar suas mãos em minha cintura.
Depois de um longo tempo nos beijando,
ele foi descendo os beijos para meu pescoço, e sussurrou em meu ouvido:
-Dorme comigo?
-Ficou louco? –Eu ri, puxando seu rosto
com minhas duas mãos para minha frente. –Eu já me arrisquei sair de casa no
meio da madrugada..
-Eu digo lá em casa.. comigo. –Austin
sussurrou assim que descolou nossos lábios. –Eu juro que só vamos dormir.
-Desde quando você precisa jurar alguma
coisa pra mim? –Perguntei, rindo.
Mas logo parei quando ele ficou bem sério
me olhando, e revezava seu olhar entre meus olhos e meus lábios e eu notei
aquele clima estranho de novo. Realmente, eu precisava ir pra casa se não daqui
a pouco eu não me levantaria mais desse lugar.
-OK. Mas amanhã cedo eu preciso ir, ok?
-Sem problemas.
Austin levantou, me ajudou a me levantar
e logo fomos pra sua casa -o trajeto foi muito mais rápido, já que a praia ficava
bem mais perto de sua casa do que da minha.
Assim que subimos pro seu quarto ele se
jogou na cama, e eu perguntei:
-Posso tomar um banho rápido? Estou
nojenta.
-Eu também preciso de um banho.. –Austin
se aproximou de mim, com um sorriso bobo no rosto.
-Mas eu vou tomar o meu primeiro.
Dei as costas pra ele rindo e entrei
rapidamente no banheiro, fechando a porta.
Tomei um banho rápido e coloquei uma
camisa sua que achei pendurada em um cabideiro ali mesmo.
Quando voltei ao seu quarto,
ele estava só de cueca deitado na cama, mexendo no celular.
-Mas você é abusada, ein?
-Até que ficou boa em mim. –Eu falei
provocando-o, arrumando a beirada dela nas minhas coxas.
-E me diz, o que não fica bom em você,
Stella?
Quando deitei na cama, Austin deitou em
cima de mim, me beijando novamente. Ele deslizou sua mão pela lateral de meu
corpo, e assim que alcançou minha coxa, puxou-a para lateral de seu corpo
prendendo-a ali enquanto nos beijávamos.
-Eu vou tomar um banho rápido, não demoro.
Depois disso, eu só lembro de ve-lo
saindo do banheiro com uma toalha amarrada na cintura e se vestindo, apesar do
grande nível de alcool já fazendo efeito em meu corpo, eu ainda conseguia me
lembrar de cada parte de seu maravilhoso corpo que vi. Ele continuava tão
perfeito quanto antes.
E logo depois, deitou ao meu lado me
dando um beijo na cabeça.
Aconcheguei-me ao seu corpo morno e macio
e apaguei.
Eu pensei que talvez estivesse apenas
fazendo parte de mais de um dos meus sonhos ridículos e estranhos, até sentir o
toque de Butler no meu corpo, aquela sensação maravilhosa que eu havia esquecido
com o passar do tempo e sentir o cheiro maravilhoso de seu perfume.
Era como eu estar em casa novamente
depois de tanto tempo longe.
-
Será que Stella vai se deixar entregar tão rapido assim?
Ou vai se tocar que Austin é fuckboy?
Fiquem ligados! Postarei Nosso Ritmo ( antiga "Um antigo amor") às segundas e quartas!
Besin, besin,
Giulia!


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