-Ah, é? –Ela cruzou os braços, fingindo estar brava e ameaçou sair
dali.
Mas levantei-me rapidamente, agarrando-a pela cintura, e sussurrei em
seu ouvido:
-Nada nesse mundo vai me satisfazer do jeito que isso tudo aqui me
satisfaz.
Passei a mão em suas curvas e logo notei que ela se arrepiou toda.
Elena se virou, colocando seus braços ao redor de minha nuca, e eu agarrei-a
pela sua coxa, colocando-a ao redor de minha cintura e levando-a logo pro quarto.
Deitei ela delicadamente na cama e Elena foi tirando minha camisa, e eu
encontrei com urgência seus lábios e comecei um agitado beijo enquanto tirava
minhas calças sem partir nosso beijo.
Poucos segundos depois, pareceu que aquela mulher me levou pro céu.
Ela me dava um prazer descomunal, fazia nascer a cada momento, uma diferente
sensação maravilhosa dentro de mim. Como se eu estivesse nascendo de novo
sempre que era feito feliz, ao seu lado.
Flashback off.
Apesar dos momentos bons, boas risadas, bons amassos e boas juras de
amor, quando foi chegando metade do segundo mês de tratamento, as coisas
ficaram mais complicadas. O tempo dos exames era maior, e a quantidade de
remédios que Dr.Murphy recomendava, também. Elena dormia a maior parte do
tempo, e isso me deixava completamente angustiado, porque me lembrava a época
que meu pai chegou a beira da morte e ficou da mesma forma que ela.
Essa ultima semana do mês foi a pior de todas, sem duvidas. Elena
desmaiou duas vezes em casa –pelo menos eu estava por perto e fui socorrê-la na
hora –e decidiram interná-la por uns dias. E ela já está a quase 5 dias
internada.
-Sr. Connor? Sr.Connor, acorde por favor?
Eu já estava me acostumando a tirar longos cochilos na sala de espera,
aguardando por noticias de Elena e ser acordado por alguma enfermeira.
-Sim, claro? –Eu rapidamente me recompus.
-Dr. Murphy está lhe esperando no quarto de Elena, por favor.
-Ah, sim. Obrigado por avisar.
Levantei-me rapidamente e fui logo pro quarto. Assim que cheguei,
Elena estava no soro, e dormindo. Murphy ao lado da cama, fazendo umas
anotações.
-Queria me ver, Dr.?
-Sim, rapaz. Elena se queixava de enxaqueca, então dei um remédio pra
ela agora e ela está descansando um pouco. Eu preciso lhe informar algo, antes
de contar a ela.
Pela cara dele, eu sabia que algo nada bom, estava por vir.
-Sim?
-Infelizmente, nesse ultimo mês, o tumor tem tomado conta do cérebro
de Elena. A noticia nem tão ruim, é que não tem afetado a memória como a
maioria dos casos, como notamos. E a parte sem duvidas ruim, é que está
afetando a parte nervosa dela, e agora, a imunológica. Por isso ela fica
gripada com facilidade, tem fraqueza, desmaios..
-Sim, e o que faremos sobre isso?
-Com a parte imunológica afetada, detectamos logo uma falha no rim
dela. Você sabe, o cérebro é o órgão mais importante do corpo, por isso ele
estar comprometido é algo bem perigoso. Como ele não tem já comandado muita
coisa, o rim está parando de funcionar, e por isso a imunidade dela está
baixando.
-E é arriscado transplante?
-Sem duvidas, não. É o mais indicado agora. Nós transplantamos logo,
ela continua um tempo internada e logo após já é liberada. Porque não podemos
trabalhar tentando eliminar algo de vez de seu cérebro, deixando afetar a parte
que previne doenças e que algo pior chegue, certo?
-Sim, claro. E quem pode doar?
-Normalmente uma pessoa da família costa ser completamente compatível.
Mas se quiser, podemos fazer uns testes em você e ver se você pode, também.
Dei um suspiro aliviado.
-Graças a Deus.
-Certo. Ela deve acordar em poucos minutos, converse com ela.
-Se ela se recusar, Dr?
-É.. Aí precisaremos procurar por outra pessoa. Urgentemente.
-OK.
-Assim que já tiver resposta definitiva dela e tudo certo, me procure.
Faremos uns exames rápido em você pra saber se está tudo ok e ver se você é
compatível, pro transplante e amanhã mesmo já podemos realizar a cirurgia.
-É claro.
Assim que Murphy saiu do quarto, me sentei na poltrona ao lado de
Elena, peguei sua mão que estava no cantinho da cama, e segurei-a, fazendo
carinho.
-Eu faço qualquer coisa nesse mundo pra te ver bem, meu amor..
–sussurrei.
Fui me encostando aos poucos na poltrona, e exausto da forma que eu
estava, acabei apagando, novamente.
-
Chamem o shamu porque vem tiro por aí!
Fiquem ligados e preparem os lencinhos...
Besin, besin,
Giulia


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