-Ahn, ahn. –Eu pigarreei, chamando atenção do garçom que se virou pra
mim –Vodca, por favor.
-Claro, gata. –Peguei rapidamente o copinho e virei, mas era tarde
demais, Gabriel se virou pra mim, franzindo o cenho e dizendo:
-Pelo amor de Deus.. Júlia! –Ergui a sobrancelha –Por favor.. –Ele se
aproximou e eu me afastei, o que fez ele segurar meu braço. –Eu preciso falar
com você, eu preciso..
Ok, ele não ia parar ate conseguir o que quer, já que é assim.
-Sabe um lugar?
-Sim. Vamos. –Ele me segurou e saímos dali.
Demos a volta pelo gramado e achamos (tipo uma despensa de empregada, onde
provavelmente o jardineiro do clube guardava seus equipamentos) entramos ali,
Gabriel fechou a porta e acendeu a luz, começando a falar:
-Antes de tudo, você precisa acreditar em mim. –Cruzei os braços.
-Me dê motivos.
-Eu.. acima de tudo, fui seu amigo. Aliás, eu sou. O que eu tive com
Manuela foi há anos atrás, sabe, Júlia? Nós ficávamos.. Mas ai não deu certo.
Ela arranjou um namorado só que no final, nos encontrávamos as escondidas.
Quando eu te conheci, pra mim, mudou sabe? Eu nunca tive nada sério com alguém e
nessa hora, eu realmente quis. Manuela só vive comigo por eu ser conhecido. Ser
o “popular”, “descolado” do grupo. Ela não gosta de mim. Ela estava lá em casa porque
há cerca de semanas antes d’eu te conhecer, nós.. –Ele pigarreou –A gente
acabou ficando junto. E.. ela pensou que estava grávida. E eu prometi pra mim
mesmo que largaria aquela garota, porque eu não estava mais aguentando aquilo.
-Aham.
-Por favor.. só acredita em mim.. –Gabriel se aproximou, me prensando
na parede e colando nossas testas.
Eu tentei me afastar, tentei gritar pra ele sair de perto de mim, tentei
qualquer coisa pra evitar o que ia acontecer. Eu tentei, mas não quis o suficiente pra acontecer.
Ele apoiou suas mãos em minha cintura, enquanto eu levava a minha para
acariciar seu rosto e logo juntou nossos lábios, como se fossem um só.
Mas.. Eu sentia algo diferente. Eu sentia um fogo crescer dentro de
mim, algo melhor do que antes.
Porque eu sabia que o que estávamos fazendo era proibido.
Minha mãe me proibiu de o ver.
Gabriel deslizou sua mão pela minha coxa e as minhas já estavam quase
arrancando sua camisa. Ele beijava minha nuca, descia pra meu colo, e depois, voltava
pra minha boca.
Começou a ficar mais quente, quando consegui tirar a camisa de
Gabriel, mas percebi o que estava fazendo.
Qual é, eu sou algum tipo de piranha que pega quando o cara está
bêbado? Ou substituta da chifruda?
-Gabriel, não, não. –Eu me afastei, recuperando ar. –Não podemos.
-Por que não.. –Ele me agarrou de novo e me beijou novamente, antes
que eu recusasse.
-Sério Gabriel, para! –Eu falei séria, me afastando mais ainda. –Minha
mãe me proibiu de te ver.
-O que? –Ele riu –Está brincando, não está? –Apenas abri a porta, negando
com a cabeça.
-Talvez seja o melhor pra nós dois.
Saí dali, rapidamente e voltei pra festa. Fui ao bar, pedi mais 3
doses de vodca. Eu precisava esquecer o que havia acontecido naquele armário.
Precisava esquecer de tudo, ao menos por algum tempo.
A galera da pista de dança foi se aproximando pra área do gramado e
logo todos estavam lá, dançando ainda com a musica alta que o DJ comandava.
Levei a vodca pra Yasmin (depois de muito tempo) mas depois, a vi se agarrando
com um menino muito gato, e eu soube que ela estava bem.
-E ai...Jú. –Senti alguém chegar por trás de mim, enquanto eu dançava,
e quando percebi, era
Fernando.
-Oi.. –Falei, bufando.
Mas.. Uau! Fernando estava lindo hoje. Com uma bermuda marrom, xadrez,
e uma camiseta branca.
Ou era o alcool falando?
-Entao... –Ele apoiou a mão e minha cintura, sabia que se aproveitaria
de mim agora. –O que você acha da gente aproveitar essa noite?
-Já estou aproveitando.
-O que acha de aproveitar mais... –Fernando me puxou pra perto dele, e
quando dei por mim, estava beijando-o.
-

Nenhum comentário
Postar um comentário