A revolução dos bichos

domingo, 13 de agosto de 2017






A revolução dos bichos, ao contrário do que eu tolamente acreditei, nao se trata apenas de bichos que fizeram uma revolução. Sim, são animais que tomam o lugar dos humanos e decidem "pôr ordem" nos celeiros e fazendas. Até antes do prefacio, eu realmente achei que o livro só se tratava disso.

Porém, Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudonimo, George Orwell, jornalista,  não era bobo nem nada, sabia que se escrevesse um livro criticando, ironizando o stalinismo, autoritarismo e a revolução soviética, ou ele poderia ser perseguido, ou/e correria a chance de muitas livrarias negarem o pedido de publicação de seu livro, ele criou um mundo utópico, utilizando os animais para representar os homens. [e mesmo assim, algumas editoras não quiseram publicar seu livro]. 

Um porco que representa Karl Marx, propoe uma revolução no celeiro cansado de ser e ver animais sendo explorados pelos humanos. Critica o modo que eles vivem: nascem, reproduzem, se alimentam apenas para satisfazer o homem. O porco morre, porém outros assumem e passam a administrar e cuidar de tudo. A coisa sai do controle, e o porco acaba assumindo o lugar do homem.

Como disse o próprio George, no fim do livro, já não se sabia o que era porco e o que era homem.


A trama, apesar de ter sido escrita há muitos anos, ainda é bastante atual, podemos retirar muitas reflexões boas dali; e questionarmos a retórica da construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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