Capítulo 11 - minha nova companheira

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Voltei pra casa, tomei um outro banho e logo me arrumei, novamente. Coloquei um shortinho Jeans e uma camiseta, já que ainda fazia calor lá fora.

-Onde vai, filha? –Me arrepiei toda quando minha mãe entrou no quarto perguntando.

-Eu vou sair com o Gabriel, mãe. –Passei por ela, terminando de colocar meus brincos e indo pegar minha bolsa.

-Hum.. O famoso Gabriel. Chame-o aqui pra jantar conosco amanhã.

-O que? –Ela estava brincando, não estava? –Mãe,- Eu ri um pouco –Eu e ele..

-Ah, eu sei, eu sei, são só amigos. Mas.. Eu e seu pai gostaríamos de conhecê-lo, ué. Não pode?

-Tá, né. –suspirei e terminei de me arrumar. –Vou lá mãe, beijo. –Dei um beijo em seu rosto e saí daquele quarto o mais rápido possível.

Antes que ela inventasse outra coisa.

-

-O QUE? –Gabriel estremeceu assim que contei sobre a ideia –nada magnífica –que minha mãe deu sobre conhecê-lo assim que chegamos na feira. –Está brincando, né?

-Não. E ela não vai tirar essa ideia da cabeça, escuta o que estou te dizendo!

-Ok.. mas.. Eu não ia sair com o pessoal?

-Parece que não mais. –Dei um sorrisinho meigo –Por favor, Gab. Por mim! –Fiz biquinho.

-Só por causa daquela noite no barco, tá? –Abracei-o de lado

-AAAH! Brigada, brigada e brigada! –Sorri –Então, o que tem pra a gente fazer aqui? –Eu disse olhando umas pulseiras lindas que vendiam em uma das barraquinhas que estavam montadas.

Sim, eram muitas. Umas vendiam colares, as outras vendiam essas pulseiras que tinham umas pedrinhas lindas e dava pra amarrar no pulso! (Como se fosse aquela pulseira de Santo).

-Comprar essas coisinhas, e lanchar. Hum. –Gabriel falou, não era de surpreender ele já estar pensando em comer.

-Cara.. Eu não falo com minhas amigas há muito tempo. –Me toquei.

Desde domingo, naquela tarde. E manhã.. Já era quarta!

-Nem eu com os caras! –Gabriel riu –Olha só o que você fez comigo..

-O que fizemos com a gente, por que, né? 

-Ok, sem bebidas hoje, sem bebidas. Vamos nos sentar um pouco e pedir algo pra comer, vamos?

-Sim, adoraria. –Suspirei.

Aquela caminhada de manhã havia acabado comigo. Eu definitivamente não estava afim de andar hoje.

Nos sentamos nas cadeiras que tinham perto das barracas e logo um garçom veio nos atender. 

Pedimos coca-cola’s e alguns salgados. Enquanto comíamos, conversávamos um pouco..

-Então, que horas vamos viajar? –Perguntei, animada.

-O que acha de sair daqui ás 00h,Sexta feira? –Franzi o cenho –Eu adoro viajar a noite.

-Não sei não, Gabriel.. A noite é perigoso, né?

-Relaxa, eu sempre viajo a noite! Ei, lembra do que eu falei do super-homem? É sério, tá? –Gabriel afagou sua mão em minha coxa, segurando a outra em minha mão que estava em cima da mesa.

-Tudo bem..-Suspirei –Voltamos que horas no domingo?

-Esqueça isso, menina! Vamos pensar em curtir nosso final de semana, longe de pais, longe de tudo isso aqui.

-É o que eu mais quero.

-É o que você vai ter. –Ele disse, terminando de beber sua coca. –Então.. Eu estava dando uma olhada no site que tem de uma exposição que acontece lá aos domingos, lembra que eu te falei, dos shows? –Assenti –Vai ter um show, só que vai ser no sábado.. Do Coldplay.

-Está brincando.. Né?

-Não, cara! Fiquei super animado.. vai ser show na praia mesmo, deve ser super baratinho! Estou dizendo isso porque ontem mexendo em seu computador...

ME DIZ QUE ELE NÃO VIU AQUELA ‘WISHLIST’ RIDÍCULA.

ME DIZ.

-Eu vi que você tem bastante músicas dele! –Gabriel finalmente disse e um alivio tremendo caiu sobre mim. –Então, achei interessante te contar.

-Sem dúvida, é! Mas sério, quero que passe uma boa impressão amanhã, Gabriel.

-Como assim? –Ele franziu o cenho.

-Digo.. Cuidado com o que fala. Meus pais são super, super nojentos com tudo. E eu nunca levei ninguém lá em casa! Imagina você? –Eu ri, um pouco. –Eles precisam gostar de você..

-É. –Gabriel olhou pro outro lado, sem dizer nada.

Ele precisava compreender, né? Eu não iria fugir ou qualquer coisa do tipo. Lá em casa, não é assim que funcionam as coisas.

-Manuela? –Gabriel disse e na hora, se levantou, indo falar com uma garota que se aproximava. –EEI MANU!

-BIEL! –Ela disse sorrindo como nunca, -sim, eu percebi o tamanho do sorriso daquela garota quando ela viu Gabriel. –Que saudade eu tava de você! –Eles se abraçaram.

-Eu também, Manu! Onde você estava, ein? Sumiu!

-Ah, você sabe, com esse lance todo de faculdade.. –Já estava achando que eu ficaria ali, sentada, com cara de cu pra lua e Gabriel nem me apresentaria a garota. –Então.. O que faz aqui? –Ela olhou em minha direção.

-Então, essa é a Júlia –Me levantei, cumprimentando-a.

-Prazer! –Eu disse sorrindo e ela logo respondeu o mesmo.

-Minha nova companheira. –Gabriel me abraçou pela cintura (não sei porque diabos ele fez isso!) e a menina logo ficou só olhando pra a gente sem dizer nada.

Ela estava com ciúmes. Isso estava na cara.

-Caramba. –Ela sorriu. A garota realmente não sabia o que dizer.

Mas quem era ela? Uma ex? uma .. uma.. não. Não podia ser um relacionamento mal terminado. Se não, eles nem se cumprimentariam. Né? 

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