Fates and furies

sábado, 3 de junho de 2017


Fates and furies (ou Destinos e fúrias) conta a vida de um casal, Mathilde e Lotto, que se uniram em sagrado matrimônio um tanto cedo demais, mas que acabou sendo um daqueles casamentos que "se leva pro caixao", porque os levou, no fim das contas.

Sem spoilers aqui, sem violência, ninguém matou ninguém (será?), Mas o livro, em minha humilde opinião seguiu uma fina linha de sangue frio, me lembrando muito Gone Girl (ou "Garota Exemplar").

Lotto, um roteirista rico, (mas muito rico mesmo), teve problemas na adolescência (cof molecagem cof) e sua mãe, Antoinette, o manda para algo como um internado para rapazes. Fascinado por mulheres (e sexo) -inclusive é citado várias vezes no livro como ele era algum tipo de garanhao-, ele acaba se afastando da mãe, que entra numa espécie de depressão (ou ela é louca mesmo, como suspeitei ao ler coisas inacreditáveis durante o livro), e, é claro, fica possessa quando descobre que uma "qualquer" (suspeita-se até mesmo que M só estava interessada no dinheiro do cara) fisga seu filho e casa-se com ele secretamente (o pesadelo de qualquer mãe!).

A história conta um pouquinho da vida do casal, e bastante sobre as ambições de Lotto ao criar peças e ver suas estreias. Quando o foco muda um pouco de Lotto, a outra face de Mathilde é colocada a mostra e você se pergunta; "essa era a mesma mulher que estava no início do livro?", Porque a coisa fica feia real.

De 0 a 10, daria nota 3. Li achando que era um puta romance, mas na verdade o livro é mais sobre como ser uma esposa filha da puta porque você teve uma infância filha da puta, basicamente.

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