Capítulo 4 - Traga ela viva, ok?

terça-feira, 13 de junho de 2017

-Você vai dormir o dia inteiro de novo, garota? –Já disse o quanto odiava o jeito delicado que meu irmão me acordava?

Tomei um susto e me sentei rapidamente na cama. Eu tinha um quase encontro com Gabriel hoje, 
caramba!

Quase encontro. Ok Júlia.

-AI MEU DEUS, que horas são?

-Tá preocupadinha em se atrasar pra encontrar com o Gabriel, é? –Bati com meu travesseiro na cara dele

-Idiota. –Fui pra frente do enorme espelho que tinha em meu guarda roupa e prendi meu cabelo, logo após abri ele, procurando uma roupa pra hoje.

-São 12h, ainda. –Lucas levantou da cama, indo pra porta do quarto. –E ele está lá no meu quarto se você quer saber.

-O que ele está fazendo aqui? –Sussurrei.

-Chamei ele. –Lucas deu de ombros e eu somente revirei os olhos –Bom, vá almoçar ou sei lá. 
Mamãe e papai estão dormindo ainda.

-Ainda?

-É, chegaram em casa 3 da manhã. –Ergui a sobrancelha –Ou vai querer dar uns beijinhos no seu príncipe antes ein, ein? –Joguei meu travesseiro nele de novo.

-TCHAU LUCAS, TCHAU! –empurrei ele pra fora do quarto e fui logo tomar meu banho.

Terminei de me arrumar em 20 minutos, coloquei um short e uma bata que estava escrita “music and beats”, almocei e assim que passei pela sala, Gabriel estava lá com meu irmão, vendo TV.

-Vamos? –Falei assim que o vi, sorrindo.

-Claro. Falou Luc –ele cumprimentou meu irmão.

-Traga ela viva, ok mano? Ainda preciso de alguém pra pagar pra arrumar meu quarto. –Gabriel riu.

-Idiota. –Revirei os olhos, indo logo abrir a porta.

-Então, não se importa de irmos de carro, né?

-Você já dirige?

-Aham, tirei a carteira ano passado. –Assenti.

-Sem problema nenhum. Prefiro até do que ir de ônibus, ou sei lá. –Eu ri, sem graça.

-É, você não tem cara do tipo que anda de ônibus.

-EEEi! –Ele abriu a porta do carro pra que eu entrasse, rindo.

-Estava brincando, ei!

Como era domingo, não tinha muito transito, então, em cerca de meia hora chegamos no Flamengo.

-Uau, é sempre calmo assim? –Eu comentei assim que saímos do carro. Ele havia estacionado onde 
muita gente coloca o carro e logo a frente estava a pista de skate.

-Às vezes. –Gabriel disse abrindo a mala e pegando seu skate –Então, você vai querer andar?

-Então. –A gente começou a rir e eu estava ficando mega nervosa –Você anda um pouco e eu vou ficar só olhando mesmo.

-Mas no final.. Promete que vai tentar ? –Suspirei. Não resisti á aqueles belos olhos castanhos!

-Prometo, prometo!

-Ok, então vem. –Ele fez sinal pra que chegasse perto e colocou suas mãos em minhas costas, me 
guiando pra pista.

Sentei na beiradinha, lá em cima, na que ele iria andar. Gabriel colocou seu skate inclinado no chão e tirou seu celular do bolso.

-Pode ficar com ele? Esse é novo, acho que meus pais não gostariam de ter que comprar outro por causa de tombos aqui. –Eu ri assenti, pegando o celular.

-Claro que sim.

-Se importa..? –Ele fez sinal de que ia tirar sua camisa e eu na hora neguei com a cabeça, dizendo.

-Não, não. Fica a vontade. Aqui é seu santuário. –Rimos.

-Tudo bem. Mas.. quando quiser andar, me fala, ok? Te ajudo numa boa. –Assenti novamente.

Gabriel ajeitou a bermuda –não sei se era charme de skatista, mas estava lá embaixo mostrando a 
beirada da sua cueca (da Calvin Klein, pelo visto) aparecendo –Ok, eu gostava disso, precisava admitir. E logo inclinou seu skate pra baixo e deslizou na velocidade do vento, fazendo cada curva e manobra perfeitamente.

Algum tempo depois, estava distraída, apenas olhando aquele abdômen maravilhoso de Gabriel ir e vir de um lado pro outro quando seu celular começou a tocar.

O toque era uma musica estranha do Charlie Brown, ainda não conhecia.

-Gabriel! –Chamei e ele logo foi parando, só que mais embaixo de mim.

-Sim?

-Seu celular. –Estiquei a mão pra que pegasse.

-Ah, pode atender. –Arregalei os olhos, sem saber o que dizer. –Fala que to ocupado.

-Ahn.. Oi? –Atendi, não tinha nem visto quem era.

-Oi? Quem fala? –Ufa, era voz de menino.

-É Júlia, amiga do Gabriel, ele está ocupado. Quem é?

-Ah, Júlia.. –Ouvi um tom de sarcasmo na voz, provavelmente era o idiota do Fernando. –Que nada, 
não quero atrapalhar voc...É, ele. Ele. Bom, deixa pra lá. Tchau.

Ok, tchau. –Desliguei, fazendo uma careta.

-Quem era? –Gabriel perguntou rindo, percebendo minha feição.

-Acho que era aquele seu amigo estranho. –Tapei minha boca, rapidamente, com vergonha.

-Eei, tudo bem,-Ele gargalhou –Hum, era o Fernando, né? –Assenti –Já esperava. As garotas não 
gostam muito dele. –Rimos

-Entendi.

-No meu celular tem umas musicas do John.. Se quiser ouvir. –Assenti, animada.

Tinha muita musica boa em seu celular, muita mesmo. Mas a primeira que eu coloquei no play, foi 
Free Fallin.

-Woow. –Gabriel fez uma volta mais na frente com o skate, sorrindo e começou a cantar a musica. –
Adoro essa musica.

-Eu também. –Sorri e as outras manobras que ele fizera foi cantando, e olhando de soslaio pra mim, sorrindo.


Gabriel ficou andando por uns 20 minutos, e depois se aproximou de mim, ofegante dizendo:... 

-

Espero que tenham gostado!
Besin, besin, Giulia. 

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