Capítulo 4 - Voce ainda nao aceitou sair comigo!

sábado, 29 de abril de 2017
Poucos minutos depois, cheguei ao restaurante e já pude ver Logan sentado e me esperando lá dentro. Assim que entrei, ele levantou o braço, fazendo sinal pra mim e eu sorri, indo em sua direçao.
Ele usava uma bermuda branca, com uma camisa cor bege, bem simples, mas estava muito bonito.
Seu cabelo estava meio bagunçado e por que diabos eu me sentia tão atraída por aquela barba?
-Ei, Elena! –Ele se levantou, me cumprimentando com um abraço e dois beijinhos.
-E ai.
Sentei-me de frente pra ele, e pedimos o cardápio.
-Quer dizer que hoje a noite você estará ocupado?
-Por que? –Ele franziu o cenho, em preocupaçao –Precisará de algo?
-Nao, nao. De forma alguma –Ri, dando uma olhadela no cardápio –Só queria saber, mesmo.
-Ahn.. Eu estava começando a me interessar pela ideia da lista que me sugeriu.
-De faculdade?
-Exato.
-É.. Que tal um vinho pra abrir nossa apetite?
-Também estou interessado nisso, minha cara. –Nós rimos.
Logan chamou o garçom e pediu nosso vinho. Pediu um couvert também e o mesmo se afastou, anotando nossos pedidos.
-Eu comecei a pensar se deveria voltar pra Carolina do Sul, há umas semanas atrás, sabe. –Ele começou a falar, e eu assenti, pra que prosseguisse –Eu nao quero ficar conhecido a vida toda como o ´´cara da starbucks´´ .
Sorri, pensando que até dias atrás, eu o imaginava e falava nele com aquele termo.
-Mas aí voce me animou com isso da faculdade, e posso até dar uma olhada. Mas, se nao achar nada..
-Sei la, eu acho que a questao nao é o que voce achar, e dar pra cursar. Mas o que voce quer, me entende? –Ele assentiu, prestando atençao em mim –Ah, sei la.
-Mostre-me seus argumentos pra isso. –Rimos.
-Então..Eu quando vim pra cá nao sabia bem o que fazer. Procurei, e cheguei a desistir muitas vezes. Só que, nos tempos vagos, comecei a escrever e aprimorei minhas leituras também sobre profissões e tudo mais..
-E entao, descobriu que seu dom se encaixava em jornalismo?
-É! Nao bem dom, ainda estou aprimorando isso, porque invés de terminar minha mudança fico lendo, mas..
-Entao somos dois. Porque metade das minhas coisas ainda estao em caixas e tem horas que me vejo louco procurando por uma camisa, ou algo do tipo.. –Nós rimos –Qualquer dia que voce tiver de bobeira escrevendo, pode aparecer lá pra me dar uma mao.
-Mas o que? Está me chamando pra trabalhar duro já?
-Depende. A gente podia assistir um filme também..
Apenas parei, rindo, e fiquei olhando pra Logan. Ele balançou os ombros, descontraidamente, e sorriu. Eu adorava a forma que ele sorria descontraido.
-Enfim, bobeira minha, esqueça isso. –Finalmente o disse e me despertou de comentários mentais desnecessarios.
-Gostei da ideia. –Dei de ombros.
Logan perguntou sobre meus pais, minha vida em Oklahoma e contou muitas histórias divertidas de sua infancia até a época do colegial. Eu nao me sentia incomodada, conforme o assunto simplesmente fluia.
Muitas vezes quando eu estava falando, gostava da forma que ele parava e ficava me olhando, e sorrindo ao assentir, ou rir do que eu estava contando.
Céus, eu nao podia estar me apaixonando por esse garoto..
Eram por volta de 14h30 da tarde quando seu tio ligou, perguntando se nao poderia voltar ao trabalho porque um dos atendentes passou mal e cobrir só o horário dele, até as 16h.
-Eu posso te deixar em casa..
-Nao, nao precisa, sério. –Disse, me levantando e ajeitando a bolsa em meu ombro.
-Que isso, Elena. A Starbucks é na rua da sua casa –Ele sorriu com as maos em minhas costas, me guiando pra sair do restaurante –Nao tem problema nenhum.
-Tudo bem!
Quando saíamos, bem na porta, meus joelhos cederam novamente e Logan segurou em minha cintura –com os dois braços! (como se tivesse me abraçando) –meio sem reação.
-Elena? Voce está bem?
-Caramba. –Fui ajeitando minhas pernas até conseguir ficar totalmente firme e ele foi me soltando aos poucos –Nao acordei 100% hoje..
-O que houve, ein? –Logan perguntou enquanto iamos pro carro.
-Nao sei! Eu ando estudando demais e me alimentando de menos.. Mas vou voltar a tomar minhas vitaminas e está tudo certo.
-Vitaminas? –Ele franziu o cenho –Ah, o carro ali.
Fiquei boquiaberta. O carro era uma tremenda Fisker (imagine uma carreta, isso, agora multiplica isso pelo universo, é o quão foda aquele carro é!) Meio cinzenta, bem chamativa.
-Uau. –Eu disse quando ele abriu a porta pra eu entrar.
-Nao se engane. É do meu tio, eu tenho uma range rover, mas, bati, e está no conserto..
-Uau! –Voltei a falar quando ele entrou no carro e nós rimos. –Mas ein? Você falava de suas vitaminas..
-Ahn, sim. Não é nada demais. Meu médico passava uns remédios desde quando eu era pequena, sabe? É porque eu as vezes tenho essa tontura e fraqueza.. Mas é algo passageiro.
-Tem certeza disso?
-Sim, claro. Estou bem. Nada contagioso, sério. Não se preocupe. –Nós rimos.
-Não me preocuparia de ficar contagiado por você.
-Ah, você com certeza o faria. –Assim que eu disse, ele caiu na gargalhada –Eu sou meio chata as vezes.
-As vezes? Te conheci não tem nem 24 horas e você já quer me arrastar pra uma faculdade!
-Eu só quero um futuro melhor pros cidadãos de hoje em dia, algum problema nisso?
-Sim, um grande problema.
-Qual problema, Logan? –Perguntei, assim que ele parou o carro em frente ao meu prédio.
-Você ainda não aceitou sair comigo.
-E porque eu aceitaria?


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